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Agronegócio
3 min de leitura

Mercados agrícolas operam de forma cautelosa com clima favorável

Avanço de safras e condições climáticas influenciam preços

Gabriel Azevedo09 de junho de 2026 às 09:15
Mercados agrícolas operam de forma cautelosa com clima favorável

Os mercados agrícolas iniciaram o dia de forma moderada, influenciados por um clima favorável nas principais áreas de produção, o progresso das safras e a cautela dos operadores face à oferta global de produtos.

Conforme dados da TF Agroeconômica, no início das negociações de 9 de junho de 2026, o trigo na bolsa de Chicago apresentou uma leve alta, enquanto o milho teve um crescimento discreto e a soja continuou a mostrar fraqueza.

No mercado do trigo, os contratos da CBOT estavam em alta, com o mês de julho cotado a US$ 587,25, um aumento de 4,00 pontos.

O contrato de dezembro subiu para US$ 617,25, com um incremento de 3,50 pontos, e o de maio de 2027 chegou a US$ 642,00, com um avanço de 2,25 pontos. No mercado físico brasileiro, o estado do Paraná registrava R$ 1.372,00 por tonelada, com uma alta de 0,30%, enquanto o Rio Grande do Sul marcava R$ 1.321,84, avançando 0,07%.

Apesar da melhoria nas cotações de Chicago, as condições favoráveis nos EUA, Europa e região do Mar Negro aumentam as expectativas de uma ampla oferta global, intensificando a concorrência nas exportações.

Condições do trigo nos EUA

O USDA reportou uma queda na condição do trigo de inverno, com apenas 25% das lavouras sendo consideradas em situação boa a excelente, o menor nível em quatro décadas. Em contrapartida, o trigo de primavera teve uma alta, atingindo 52% em boa condição.

No que diz respeito à soja, os preços de julho na CBOT eram de US$ 1.114,25, apresentando uma queda de 1,50 ponto, enquanto o contrato de maio de 2027 registrava um recuo de 0,25 ponto. No mercado físico, o Paraná reportou R$ 124,12, com uma baixa de 0,19%, enquanto Paranaguá tinha preços de R$ 130,08, refletindo um aumento de 0,71%.

Embora a condição das lavouras tenha caído levemente para 65% de boa a excelente, ainda demonstra um potencial produtivo robusto. A demanda da China permanece restrita, com compras limitadas de soja brasileira para o mês de julho e pouco interesse nas ofertas americanas.

Com relação ao milho, o contrato de julho na CBOT subiu para US$ 420,75, e dezembro moveu-se para US$ 448,00. Na bolsa B3, os preços recuavam, com julho cotado a R$ 65,46. As condições das lavouras de milho continuaram estáveis, apresentando 67% de boa a excelente.

Por fim, a Conab informou que a colheita da safrinha avançou para 3% da área cultivada, com destaque para Mato Grosso, que lidera com 6,1% da colheita concluída.

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