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Agronegócio
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Mercados Agrícolas Operam com Cautela à Espera de Dados do USDA

Expectativa por dados sobre oferta e estoques afeta volatilidade

Giovani Ferreira30 de junho de 2026 às 09:15
Mercados Agrícolas Operam com Cautela à Espera de Dados do USDA

Os mercados agrícolas começaram esta terça-feira de forma contida, apresentando cautela enquanto aguardam a divulgação de dados que podem afetar as expectativas sobre oferta e estoques. Segundo a TF Agroeconômica, os relatórios do USDA sobre área plantada e estoques trimestrais são os principais pontos de referência do dia e podem aumentar a volatilidade nas bolsas.

No setor de trigo, os contratos em Chicago mantinham estabilidade, enquanto o mercado avaliava o progresso lento da colheita de inverno nos Estados Unidos, que atingiu 48% da área destinada. Além disso, os atrasos no plantio do trigo de primavera continuam a ser um ponto de atenção.

As condições para essa cultura melhoraram, com 59% das lavouras consideradas boas ou excelentes, um aumento em relação aos 54%. Contudo, os altos custos, principalmente dos fertilizantes, ainda provocam incertezas nas projeções de produção.

No mercado físico, o Paraná apresentou preços de R$ 1.367,94 por tonelada, com leve alta de 0,09%, enquanto o Rio Grande do Sul viu os preços em R$ 1.330,49, com uma pequena queda de 0,04%.

A soja também se manteve estável em Chicago, após uma acentuada queda na sessão anterior. O mercado antecipa uma possível revisão da área plantada para 85,4 milhões de acres e estoques de 1,051 bilhão de bushels em 1º de junho.

Fatores como o ritmo de esmagamento nos EUA, o clima quente e seco no Meio-Oeste, as compras da China e a concorrência dos produtos sul-americanos estão em foco. No Paraná, a soja era negociada por R$ 127,59 no interior e por R$ 133,90 em Paranaguá.

No milho, as cotações apresentavam oscilações limitadas, em parte devido à previsão de chuvas em regiões produtoras nos Estados Unidos. A condição das lavouras caiu de 68% para 67% em boas ou excelentes, enquanto a polinização avançou para 9%.

No Brasil, a colheita da safrinha alcançou 18,8% da área, superando os 11% da semana passada, mas ainda abaixo da média de 24,6% registrada nos últimos cinco anos.

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