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Agronegócio
2 min de leitura

Método inovador identifica solo coeso e melhora produtividade agrícola

Nova tecnologia da UFC e Embrapa promete diagnósticos mais eficientes

Ricardo Alves05 de maio de 2026 às 04:10
Método inovador identifica solo coeso e melhora produtividade agrícola

Um novo método desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará, em colaboração com a Embrapa Meio Ambiente, recebeu patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Essa tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância e ciclos de umedecimento e secagem para realizar diagnósticos de solos coesos de forma mais rápida e econômica.

Inovação na amostragem do solo

A pesquisa foi liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma, e com a participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente. O diferencial deste método reside na preparação das amostras. Ao contrário dos processos tradicionais que utilizam solo seco e peneirado, a nova técnica simula as condições naturais ao expor o solo a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Essa abordagem gera dados mais precisos sobre a composição físico-química do solo, especialmente quanto a argilas e substâncias amorfas, características dos solos coesos.

Além disso, o uso da luz como principal insumo minimiza a necessidade de análises químicas convencionais, geralmente mais lentas, dispendiosas e que geram resíduos laboratoriais.

Potencial de aplicação em campo

Embora inicialmente voltado para a pesquisa científica, o novo método possui grande potencial para ser utilizado em condições reais de campo e em estufas. Isso permitirá análises mais ágeis e acessíveis, fundamentais para experimentos agrícolas. A tecnologia também poderá apoiar o desenvolvimento de soluções como condicionadores de solo, biochars e hidrogéis, que visam reduzir a resistência do solo e otimizar sua produtividade.

Impacto dos solos coesos na agricultura

Solos coesos, conforme definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, possuem camadas endurecidas abaixo da superfície, que dificultam o crescimento das raízes, limitam a infiltração de água e a circulação de oxigênio. Esses solos são comuns em várias regiões do Brasil, especialmente nos Tabuleiros Costeiros que se estendem do Amapá ao Rio de Janeiro e são vitais para a produção agrícola e logística.

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O manejo adequado desses solos é crucial para a melhoria da produtividade e para a promoção de sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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