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Agronegócio
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Mancha de Mirotécio ameaça lavouras de soja em clima úmido

Doença causada pelo fungo Myrothecium roridum gera preocupação

Giovani Ferreira25 de maio de 2026 às 17:15
Mancha de Mirotécio ameaça lavouras de soja em clima úmido

A mancha-de-mirotécio, um problema crescente nas lavouras de soja, está se tornando cada vez mais relevante em regiões com clima úmido e verões chuvosos, especialmente em sistemas de plantio direto com restos culturais. A doença é ocasionada pelo fungo Myrothecium roridum e exige um manejo cuidadoso.

Características e Condições Favoráveis

Classificado como um patógeno necrotrófico, esse fungo ataca várias partes da planta, incluindo folhas, hastes, pecíolos e vagens. Quando o ambiente está favorável, as lesões na soja resultam na diminuição da área fotossintética, causando desfolha precoce e comprometendo a formação dos grãos.

Fatores climáticos, como chuvas frequentes e altas temperaturas, levam à proliferação do fungo entre novembro e abril.

O acúmulo de umidade por longos períodos, considerando as chuvas constantes, cria um cenário propício para a infecção das plantas. Além disso, lavouras com alta densidade de plantas dificultam a ventilação, aumentando ainda mais o risco.

Identificação e Manejo

Distinguir a mancha-de-mirotécio de outras doenças foliares, como cercosporiose e antracnose, é crucial. Os sintomas incluem manchas necróticas nas folhas e lesões em hastes e vagens. A confirmação do agente causador pode ser realizada em laboratórios especializados.

O impacto da infecção varia com o estágio da cultura e as condições climáticas, podendo resultar em perdas significativas no rendimento da soja e aumento dos custos de controle.

Monitoramento constante é fundamental para a tomada de decisões em momentos de alta umidade.

As recomendações incluem inspeções regulares desde a emergência da cultura, com atenção especial ao terço inferior das plantas, onde as lesões aparecem primeiro. Em períodos de chuvas constantes, realiza-se a inspeção semanal.

Práticas Culturais e Controle Químico

Práticas culturais são essenciais na gestão do fungo. A rotação de culturas, manejo da palhada e ajuste na densidade de semeadura são algumas das estratégias sugeridas pela Embrapa Soja.

Embora não existam cultivares completamente resistentes, algumas mostram mais tolerância. O controle químico com fungicidas deve ser empregado como uma medida adicional dentro de um manejo integrado.

É importante ressaltar que não todos os fungicidas utilizados para outras doenças têm a mesma eficácia no combate ao Myrothecium roridum. O uso rotativo de produtos e a adesão às recomendações da bula são cruciais para prevenir resistência.

Contexto

A integração das estratégias de manejo é vital para reduzir os danos e os custos, especialmente em anos de alta pluviosidade.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui o aconselhamento de um engenheiro agrônomo no campo.

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