Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Milho no Sul recebe impacto de clima e colheita lenta

Mercado enfrenta desafios com preços divergentes e baixa liquidez

Tiago Abech21 de abril de 2026 às 08:15
Milho no Sul recebe impacto de clima e colheita lenta

O mercado de milho nas regiões Sul e em Mato Grosso do Sul apresenta ritmo de negócios lento, afetado por variações nos preços entre compradores e vendedores e pelo andamento da colheita, cujo avanço é influenciado pelas condições climáticas.

De acordo com a TF Agroeconômica, a combinação da baixa liquidez no mercado spot com a estabilidade dos preços em determinadas localidades impacta o cenário atual.

Rio Grande do Sul enfrenta comercialização restrita

No Rio Grande do Sul, a negociação de milho permanece limitada, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, apresentando uma média estadual de R$ 58,00. A oferta reduzida em algumas áreas, junto com a necessidade de recomposição de estoques e a disputa por fretes, tem ajudado a evitar quedas drásticas nos preços.

Situação em Santa Catarina e Paraná

Em Santa Catarina, o mercado também está enfrentando dificuldades devido ao descompasso entre valores pedidos e ofertas, com preços rondando R$ 75,00 por saca para o que é pedido e R$ 65,00 pela demanda. O Planalto Norte registra negócios variando de R$ 70,00 a R$ 75,00, com 97,6% da área colhida, embora a qualidade das lavouras mais tardias comece a cair.

No Paraná, enquanto se finaliza a colheita da primeira safra, as chuvas irregulares e o foco na segunda safra tornam o cenário complicado. Os preços pedidos giram em torno de R$ 70,00 por saca, e a demanda aproxima-se de R$ 60,00 CIF, com 96% da área já colhida e boas condições gerais para a safrinha.

Mato Grosso do Sul apresenta recuperação nas cotações

Em Mato Grosso do Sul, os preços, após semanas de pressão, mostram sinais de recuperação, variando de R$ 57,00 a R$ 59,00 por saca. O setor de bioenergia continua a desempenhar um papel vital no suporte ao mercado, mesmo que a liquidez permaneça restrita.

A semeadura da safrinha atingiu 99% da área, com lavouras em boas condições, apesar das chuvas esparsas e do aumento de lagartas em algumas regiões.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio