Milho recupera na bolsa, mas mercado físico permanece fraco
Apesar da alta na B3, a liquidez no campo é preocupante

O mercado de milho na bolsa brasileira apresenta sinais de recuperação, mas a situação física do produto em diversas regiões de cultivo continua desafiadora. As informações são da TF Agroeconômica.
Na B3, o milho teve uma valorização nesta quinta-feira, refletindo uma estratégia de compras após meses de desvalorização. Entretanto, essa alta ocorre em um contexto de maior oferta, especialmente no Paraná, que elevou sua estimativa de produção de milho safrinha para 17,54 milhões de toneladas, um pequeno aumento em relação aos 17,39 milhões registrados em abril.
✨ Os contratos futuros registraram preços de R$ 65,88 para julho de 2026, R$ 68,73 para setembro e R$ 71,36 para novembro, enfrentando oscilações ao longo da semana.
O clima no Centro-Oeste continua afetando negativamente os contratos, apesar do bom desempenho nas exportações de maio, que superam os níveis do ano passado. No Rio Grande do Sul, o mercado permanece lento, com demanda reduzida e preços variando entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, enquanto a média estadual está em R$ 58,76, uma leve alta semanal.
A colheita no estado atingiu 96% da área plantada, mas o frio prolongado causou danos em áreas com a colheita mais tardia. Santa Catarina enfrenta restrições nas vendas, com preços de pedidos em torno de R$ 70,00 por saca e uma demanda baixa de cerca de R$ 65,00.
No Paraná, a liquidez continua baixa com cotações em torno de R$ 65,00, enquanto a demanda está em R$ 60,00 CIF. A segunda safra de milho apresenta bom desenvolvimento, apesar de geadas e problemas pontuais. Em Mato Grosso do Sul, a boa oferta está pressionando os preços, que variam entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.
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