Milho registra alta em cotações no Brasil com dados de exportação positivos
Mercado reage positivamente após forte aumento nas exportações.

O mercado de milho brasileiro observou um aumento nas cotações futuras, impulsionado por compras estratégicas e dados otimistas sobre exportações. Nesta quarta-feira, os futuros na B3 apresentaram valorização, influenciados pela alta do dólar.
Conforme informações da TF Agroeconômica, as exportações brasileiras de milho totalizaram 250.449,5 toneladas em maio de 2026, um impressionante crescimento de 543,4% em comparação com as 38.928,1 toneladas do mesmo mês em 2025. Esse aumento significativo, apesar da redução de 42,9% no preço médio por tonelada — que caiu de US$ 467,1 para US$ 266,6 — resultou em uma receita total de US$ 66,773 milhões, superando os US$ 18,182 milhões do ano anterior.
✨ O faturamento médio diário atingiu US$ 3,339 milhões, refletindo um crescimento de 267,2%.
Na B3, os contratos futuros encerraram o dia com alta: o vencimento para julho/26 foi negociado a R$ 65,38, com um incremento de R$ 0,79. Os contratos de setembro/26 atingiram R$ 68,20, alta de R$ 1,24, enquanto os futuros para novembro/26 fecharam a R$ 71,35, com um ganho de R$ 0,85.
No Rio Grande do Sul, o mercado permanece estável, porém com baixa liquidez e vendas esporádicas, os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com uma média de R$ 58,76, refletindo uma alta semanal de 0,89%. A reposição de estoques e a diminuição na pressão de vendas contribuem para sustentar as cotações, embora os compradores permaneçam cautelosos.
Em Santa Catarina, a movimentação comercial continua limitada, com ofertas próximas de R$ 70,00 e demanda em torno de R$ 65,00, o que tem reduzido o volume de transações. O Paraná apresenta uma oferta confortável, mantendo os compradores em uma postura defensiva, com preços ao redor de R$ 65,00 e demanda em torno de R$ 60,00 CIF. Em Mato Grosso do Sul, uma leve recuperação foi observada, com preços entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, embora a comercialização permaneça lenta devido aos altos estoques e a expectativa de avanços na safrinha.
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