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Agronegócio
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Milho tem alta na Bolsa de Chicago afetado por conflitos e clima

Fatores externos e plantio nos EUA influenciam cotações em abril

Ricardo Alves01 de maio de 2026 às 14:45
Milho tem alta na Bolsa de Chicago afetado por conflitos e clima

Na última semana de abril, o mercado internacional de milho viu um aumento significativo na cotação. O preço do cereal na Bolsa de Chicago fechou em US$ 4,64 por bushel, subindo de US$ 4,55 na semana anterior.

De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, esse crescimento foi impulsionado por fatores externos, como a instabilidade política no Oriente Médio, e por uma nova estratégia de investimento que levou fundos a adotarem uma postura compradora.

Apesar da alta, o andamento do plantio nos EUA permanece sólido, com 25% da área prevista já semeada até 26 de abril.

Além disso, 7% das lavouras já tinham germinado, superior à média de 4% para este período. O bom desempenho do plantio americano e as robustas exportações também têm sustentado os preços: na semana que terminou em 23 de abril, o país embarcou 1,6 milhão de toneladas, acumulando 53,4 milhões de toneladas no ano comercial, um aumento comparado ao mesmo período do ciclo anterior.

Impactos na Europa

A situação na Europa também gera preocupações, pois a previsão é de uma redução na área cultivada com milho, devido ao aumento dos custos de fertilizantes e energia. As estimativas apontam que, em 2026, a área semeada pode ficar abaixo de 8 milhões de hectares, alcançando se for confirmada, o menor nível neste século.

Na França, prevê-se uma diminuição entre 10% e 15% na área destinada ao cultivo do milho, enquanto a Polônia deve registrar uma leve redução, com cerca de 1,25 milhão de hectares. Em contrapartida, a Alemanha apresenta uma expectativa de crescimento de 3,5%, ainda que a base total permaneça relativamente baixa, em torno de 507 mil hectares.

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