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Agronegócio
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Petrobras responde à demanda por fertilizantes com reativações

Retomadas as fábricas na Bahia e em Sergipe enquanto avança UFN-III

João Pereira15 de maio de 2026 às 11:45
Petrobras responde à demanda por fertilizantes com reativações

A Petrobras está acelerando a produção interna de fertilizantes nitrogenados, reabrindo fábricas na Bahia e em Sergipe, além de intensificar negociações para finalizar a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas (MS). Essa estratégia visa diminuir a dependência do Brasil em relação às importações de insumos essenciais para o agronegócio.

Visita do Presidente e Investimentos

Na quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inspecionou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), que reiniciou suas operações em janeiro após um hiato de quatro anos. Com um investimento de R$ 100 milhões, a unidade tem capacidade para produzir 1.300 toneladas diárias de ureia, representando cerca de 5% do total demandado no país.

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O Brasil é um país agrícola e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita

Luiz Inácio Lula da Silva

Com a reabertura das unidades, a Petrobras estima alcançar 20% do mercado interno de ureia.

Expansão das Operações e Objetivos Futuros

Além da unidade na Bahia, a Petrobras também reativou a Fafen em Sergipe e a Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) no Paraná. De acordo com Magda Chambriard, presidente da Petrobras, o próximo objetivo é concluir a construção da UFN-III em Mato Grosso do Sul, uma peça-chave para aumentar a produção nacional de ureia.

Vantagens da Retomada

A reabertura das fábricas não apenas atenderá à demanda interna, mas também contribuirá para a segurança alimentar do Brasil e gerará novos empregos. A Fafen-BA deve criar cerca de 900 empregos diretos e 2.700 indiretos.

A retomada da produção local é especialmente importante em tempos de incertezas globais, como os conflitos entre Rússia e Ucrânia, que afetaram o mercado de fertilizantes. Antes da reativação dessas plantas, o Brasil dependia totalmente da importação de ureia.

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