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Agronegócio
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Plano Safra 2026/27 insuficiente, afirma presidente de sindicato

Ilson Redivo critica ajuste que não cobre inflação

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 16:00
Plano Safra 2026/27 insuficiente, afirma presidente de sindicato

O presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice-presidente regional da Aprosoja MT, Ilson Redivo, afirmou que o Plano Safra 2026/27 ficou aquém das expectativas do setor agrícola. Ele enfatizou que, apesar do governo ter anunciado um aumento nominal nos recursos, o valor real não refletiu a inflação, resultando em uma diminuição do poder de compra do crédito voltado para o campo.

Redivo destacou a insuficiência do montante de R$ 525 bilhões declarado pelo governo, alegando que não é suficiente para atender à demanda atual dos agricultores. Ele criticou especialmente a diminuição das verbas destinadas ao custeio e à comercialização, que são fundamentais em momentos críticos para os produtores.

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"O Plano Safra teve um aumento de recursos, mas esse aumento não cobriu a inflação. Os bilhões anunciados não são suficientes para atender à demanda do produtor", expressou Redivo.

Setor agrícola enfrenta dificuldades devido à alta dos custos e descapitalização.

O cenário atual do setor é desafiador, com produtores lidando com uma forte descapitalização após três anos consecutivos de preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção. Redivo mencionou que a elevação dos preços de fertilizantes, insumos e óleo diesel tem impactado severamente a margem de lucro dos agricultores.

"O produtor está descapitalizado. Após três anos de preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção, a prioridade não é investir, mas conseguir produzir", acrescentou. Muitos agricultores se veem em situações financeiras complicadas, com financiamentos atrasados e incapacidade de cumprir compromissos.

Diante desse contexto, Redivo critica a estratégia de aumentar os recursos para investimentos enquanto reduz o crédito para custeio. Ele concluiu dizendo que os produtores são eficientes na produção, mas se tornam vulneráveis às decisões governamentais e ao contexto econômico global que afetam diretamente os custos e a rentabilidade da atividade.

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