Plantas demonstram memória fisiológica visando lidar com secas
Estudos revelam como experiências passadas influenciam reações a estresses hídricos

A capacidade das plantas de se adaptarem a secas pode ser fortemente influenciada por experiências anteriores de estresse hídrico, despertando interesse em pesquisas sobre epigenética e memória fisiológica.
De acordo com Braitner L. Andrade, especialista em estratégias de mercado, essa adaptação não se dá por mudanças no DNA, mas através de modificações na leitura e ativação de genes específicos.
✨ Estudos indicam que a soja pode reagir mais eficientemente ao déficit hídrico graças a esses mecanismos.
Um estudo relevante aponta que o uso de extrato de Ascophyllum nodosum como pré-tratamento leva ao fechamento estomático parcial e altera a expressão de genes relacionados ao ácido abscísico (ABA) e ao sistema antioxidante, aumentando a tolerância à falta de água.
Além disso, os genes que participam da síntese de prolina, um importante osmoprotetor, podem permanecer ativos por um tempo após a reidratação, sugerindo que as plantas retêm características de estresses anteriores.
Essa nova compreensão altera a abordagem de manejo agrícola, que não deve apenas focar na mitigação dos danos causados pela seca, mas também na preparação das plantas para eventos de estresse futuros.
Aplicações práticas
Bioestimulantes, ácidos húmicos, aminoácidos e potássio podem ser integrados para otimizar a resposta das plantas ao estresse hídrico.
Adicionalmente, a inteligência artificial pode ajudar a mapear padrões de resposta em diferentes áreas cultivadas, identificando respostas a condições hídricas semelhantes.
Esses dados podem fornecer insights sobre mecanismos fisiológicos que serão explorados em pesquisas, ampliando o entendimento sobre como experiências anteriores influenciam o comportamento das plantas em face de novos desafios.
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