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Agronegócio
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Mercado do boi gordo em São Paulo registra baixa nas negociações

Cautela nas indústrias afeta ritmo de compras

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 07:40
Mercado do boi gordo em São Paulo registra baixa nas negociações

O mercado do boi gordo enfrentou um início de semana desanimador em São Paulo, com baixa atividade de negociações. De acordo com a Scot Consultoria, essa situação é reflexo da cautela das indústrias frigoríficas que ainda tentam entender o escoamento da carne bovina no mercado interno antes de intensificar suas compras.

Relatos indicam que alguns frigoríficos estão tentando negociar a arroba por valores inferiores aos de referência, mas os pecuaristas têm mostrado resistência, evitando concluir negócios nestas condições. Segundo a análise, a única categoria que viu uma alteração de preço foi o 'boi China', que sofreu uma queda de R$ 2,00 por arroba.

As escalas de abate estão ajustadas para atender, em média, a seis dias, mostrando que as indústrias estão em uma posição confortável.

Situação no Pará

No estado do Pará, o mercado demonstra um equilíbrio entre oferta e demanda. Os pecuaristas continuam cautelosos, e a procura por compra está lenta devido ao modesto ritmo de comercialização da carne bovina. A única mudança de preço observada foi em Redenção, onde o valor do boi gordo subiu R$ 3,00 por arroba, enquanto nas regiões de Marabá e Paragominas os preços se mantiveram estáveis.

Exportações em alta

No cenário internacional, as exportações brasileiras de carne bovina in natura continuam crescendo. Até a segunda semana de julho, foram embarcadas 104,6 mil toneladas, com uma média de 13 mil toneladas diárias, representando um aumento de 8,7% em relação ao mesmo período de julho de 2025. Além disso, o preço médio da tonelada exportada subiu para US$ 6,3 mil, um incremento de 15% em comparação anual, destacando o bom desempenho da carne bovina nacional no mercado externo.

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