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Agronegócio
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Exportação de frutas brasileiras cresce 13% e impulsiona rastreabilidade

Setor registra aumento significativo em volume e valor de vendas no início do ano

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 07:35
Exportação de frutas brasileiras cresce 13% e impulsiona rastreabilidade

As exportações de frutas do Brasil continuam em uma trajetória ascendente em 2026, com o setor movimentando 330,6 milhões de quilos e gerando US$ 351,1 milhões no primeiro trimestre. Esses números representam um crescimento de 13% em volume e de 25% em valor em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme os dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Os produtos como manga, melão e limão se destacaram como os principais responsáveis por esse desempenho positivo. Uma transformação significativa na fruticultura brasileira é visível, onde a qualidade da produção já não é o único ponto a ser considerado. Para se manter competitivos, os importadores começaram a exigir maior transparência e mecanismos que garantam a origem dos produtos em todas as etapas da cadeia produtiva.

A importância da rastreabilidade

Nesse contexto, a rastreabilidade emerge como um dos principais requisitos para atender às demandas regulatórias e sanitárias dos mercados compradores. Este sistema permite registrar cada etapa do processo de beneficiamento, armazenagem, transporte e expedição, oferecendo segurança aos importadores e previsibilidade aos exportadores.

Em 2025, as exportações de frutas brasileiras totalizaram US$ 1,45 bilhão, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores no mercado global.

Essa mudança também se reflete na digitalização das operações pós-colheita, que agora exigem integração de dados e monitoramento em tempo real. Processos que antes eram geridos por planilhas passaram a utilizar tecnologias que fortalecem a rastreabilidade e a eficiência logística.

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"O mercado internacional demanda previsibilidade, padronização e segurança. A rastreabilidade se tornou fundamental para acessar mercados mais exigentes, pois evidencia a conformidade de toda a cadeia produtiva"

pontua Gustavo Almeida, Head de Agronegócio da Senior.

Contexto Adicional

Levantamentos da Senior mostram que as operações que utilizam suas tecnologias representaram cerca de 39% das exportações de manga e 28% das de banana. A digitalização é uma tendência crescente nas principais culturas exportadas pelo Brasil.

A rastreabilidade não apenas satisfaz requisitos regulatórios, mas também melhora a gestão das operações. O monitoramento detalhado das atividades auxilia na redução de perdas e na melhoria do aproveitamento de lotes, fatores que têm um impacto direto na competitividade das empresas exportadoras.

Com as tecnologias da Senior, no primeiro trimestre de 2026, as empresas atendidas pela companhia foram responsáveis por 58% do volume de abacates exportados, 14% do melão e 15% da melancia. Segundo Gustavo Almeida, essa evolução é apenas o começo; a busca por transparência e confiabilidade continuará a crescer.

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"A transformação digital que estamos testemunhando nas operações pós-colheita não é apenas para atender normas, mas para gerar valor e fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional"

conclui Almeida.

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