Gestão eficiente da água potencializa produção agrícola em várias regiões

O Brasil possui atualmente 16 polos de agricultura irrigada, reconhecidos pelo Governo Federal, que visam ampliar essa prática em diversas regiões do país.
Esses polos promovem a gestão da água e oferecem um significativo crescimento à produção agrícola em áreas onde são implementados.
Funcionando em consonância com a administração das bacias hidrográficas, os polos de irrigação contribuem para a governança das demandas locais, focando na produção sustentável de alimentos e na utilização responsável da água. Eles reúnem produtores rurais, técnicos, especialistas, representantes de instituições de pesquisa e órgãos públicos para um planejamento eficaz da irrigação, levando em consideração as particularidades de cada região.
✨ Os polos são uma resposta à dinâmica agrícola local, e não uma imposição externa.
Everardo Mantovani, Professor Sênior da Universidade Federal de Viçosa e conselheiro da ABID, destaca a necessidade de organização na irrigação: 'Esse modelo só prospera onde há planejamento e gestão responsável da água'.
Ele também ressalta que o sucesso dos polos impacta não apenas na produção agrícola, mas também em setores como logística e infraestrutura, promovendo um crescimento integrado da região.
Uma pesquisa realizada pela Abimaq em parceria com a ESALQ/USP revelou que os polos de irrigação têm gerado mudanças econômicas e sociais significativas. Em algumas localidades, o PIB per capita pode ser até 256% superior ao de municípios rurais não irrigados. O levantamento confirma também um aumento da circulação econômica e uma redução da dependência de programas assistenciais em áreas com agricultura irrigada.
"A água entra na lavoura e o dinheiro circula na cidade
Os polos estão estrategicamente localizados em regiões como Oeste da Bahia, Petrolina/Juazeiro, e o Alto Paranapanema. Um exemplo emblemático é o Polo de Irrigação do Planalto Central de Goiás, que, após sua reestruturação, agora abrange sete municípios, como Cristalina e Luziânia, onde há uma alta concentração de práticas de irrigação e uma crescente demanda por gestão de água.
Atualmente, o Brasil conta com aproximadamente 10 milhões de hectares irrigados, mas há um potencial máximo estimado para atingir até 60 milhões de hectares.
De acordo com especialistas, o futuro da irrigação no Brasil depende de planejamento e gestão eficiente da água. Mantovani ressalta que a expansão está ocorrendo principalmente nas regiões onde a gestão hídrica é mais avançada. Dados indicam que quase 45% dos sistemas de irrigação do país estão na Bacia do Rio Paraná, enquanto cerca de 30% estão na Bacia do São Francisco.
A ABID tem desempenhado um papel crucial na promoção de práticas sustentáveis, contribuindo com conhecimento e apoio às políticas públicas voltadas à agricultura irrigada e gestão dos recursos hídricos nos últimos 50 anos.
✨ A irrigação moderna ainda depende de uma abordagem bem planejada e monitorada, evitando desperdícios.
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