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Agronegócio
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Preço da ureia cai, mas continua alto devido à crise no Oriente Médio

Após quatro meses de queda, cotações se mantém acima de US$ 700 por tonelada

Acro Rodrigues20 de maio de 2026 às 15:45
Preço da ureia cai, mas continua alto devido à crise no Oriente Médio

O preço da ureia diminuiu pelo quarto mês consecutivo nos portos brasileiros, marcando uma redução acumulada de 14% nas últimas quatro semanas, com cotações caindo abaixo de US$ 700 por tonelada.

Contudo, segundo Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da StoneX, apesar dessa queda, as cotações ainda estão 43% acima dos níveis que antecederam o início do conflito no Oriente Médio, o que indica que a recente correção está longe de compensar o impacto significativo causado pela crise geopolítica.

Os preços altos refletem ainda o fraco desempenho da demanda, sobretudo no Brasil.

Motivos da Queda e Expectativas Futuras

A retração nos preços da ureia é diretamente ligada ao enfraquecimento da demanda em diversos países, incluindo o Brasil. Pernías observa que o volume de negócios no mercado global de nitrogenados permanece baixo, e as condições de troca são algumas das mais desfavoráveis dos últimos anos, levando os compradores a adiar suas compras.

Apesar da baixa nos preços, a possibilidade de quedas mais acentuadas é limitada devido à oferta restrita. O fechamento quase total do Estreito de Ormuz e os desafios logísticos provocados pela situação no Oriente Médio continuam a prejudicar o fluxo global do produto, impedindo uma queda drástica nos preços a curto prazo.

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Esse cenário evidencia que a correção recente ainda está longe de compensar o forte impacto altista provocado pelo conflito.

Tomás Pernías, Analista de Inteligência de Mercado

Estratégia dos Compradores no Brasil

No mercado interno, muitos compradores estão adotando uma postura de espera, acreditando na possibilidade de adquirir ureia a preços mais baixos. Normalmente, o pico de compras de nitrogenados no Brasil ocorre no segundo semestre, o que dá aos compradores um tempo extra para observar como os preços se comportam sem comprometer o abastecimento imediato.

Entretanto, essa estratégia não será viável indefinidamente. Nos próximos meses, os compradores brasileiros terão que voltar ao mercado, seja para reabastecer estoques ou garantir insumos para aplicações futuras, resultando em uma pressão adicional sobre os preços.

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Os compradores nacionais deverão retornar ao mercado, seja para recompor estoques, seja para garantir insumos destinados às próximas aplicações.

Tomás Pernías, Analista de Inteligência de Mercado

Expectativas dos Compradores

Para aqueles que decidiram adiar suas compras desde o início do conflito no Oriente Médio, a situação atual continua a ser insatisfatória. A redução acumulada de 14% nos preços é um alívio, mas ainda assim, os valores se mantêm bem altos em comparação ao que era praticado antes da crise.

Na visão de Pernías, a recente queda não produziu o cenário favorável de compras que muitos compradores esperavam.

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