Mercado de milho enfrenta baixa liquidez e preços instáveis
Cautela dos compradores destaca a oferta da América do Sul

O mercado de milho enfrenta uma fase de baixa liquidez e compradores cautelosos, refletindo sobre a oferta da América do Sul. Neste cenário, os preços permanecem estáveis em várias regiões produtoras.
De acordo com a TF Agroeconômica, as cotações na B3 acompanharam a alta dos preços em Chicago e a leve recuperação do dólar, mas ainda não captaram completamente o aumento da safra no Brasil e, sobretudo, na Argentina, conforme relatado pelo USDA.
✨ Os contratos futuros mostraram resultados mistos nesta terça-feira.
Os contratos com vencimento em maio de 2026 fecharam em R$ 65,79, registrando uma queda diária de R$ 0,22 e uma redução semanal de R$ 1,24. Já o contrato de julho de 2026 encerrou em R$ 68,14, com um aumento diário de R$ 0,21, mas uma baixa de R$ 0,48 na comparação semanal. Por sua vez, setembro de 2026 terminou a R$ 70,55, aumentando R$ 0,39 no dia e apresentando um ganho semanal de R$ 0,22.
Condições climáticas e colheita
O clima também é um fator que merece atenção, com frio no Sul e seca no Centro-Oeste. Contudo, a maior oferta de milho na América do Sul pode impactar negativamente nos contratos.
Status da colheita
No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 95% da área, com produtividade variando por causa da irregularidade das chuvas. O mercado local ainda está caracterizado por negócios pontuais, com preços entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, e uma média estadual de R$ 58,12.
Em Santa Catarina, as cotações estão próximas a R$ 70,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00. A colheita na região está quase completa, cobrindo 99% da área, com apenas algumas parcelas de safrinha restantes.
O Paraná também registra baixa liquidez. Os preços estão em torno de R$ 65,00, com a demanda em torno de R$ 60,00 CIF. A primeira safra está com 99% da área colhida, enquanto a segunda safra foi beneficiada por chuvas recentes e temperaturas amenas.
Finalmente, em Mato Grosso do Sul, a elevada oferta e a cautela dos compradores continuam a pressionar o mercado, onde as cotações oscilam entre R$ 54,00 e R$ 55,05 por saca. A diminuição das chuvas no Nordeste do estado começa a afetar o potencial da safrinha.
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