Preço do feijão cai após recordes históricos em março
Queda no valor do feijão carioca e preto preocupa produtores

Os preços do feijão carioca e preto registraram uma diminuição em abril, após alcançarem níveis recordes no primeiro trimestre de 2026. Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta restrita no início do ano elevou os preços, mas a demanda fraca neste mês causou uma retração nas cotações.
Com a oscilação observada entre o final de março e o início de abril, o mercado está buscando restabelecer um equilíbrio nos preços. Isso se deve, em grande parte, à lenta repasse de custos para o varejo e à transição para a segunda safra. Além disso, existem preocupações com a instabilidade climática na região sul do Brasil.
Mercado Externo em Alta
No campo das exportações, o cenário é positivo. Dados do Cepea indicam um aumento significativo nas vendas externas, com 27,28 mil toneladas de feijão exportadas em março. Esse volume representa um crescimento de 2,4% em relação a fevereiro e uma impressionante alta de 51,3% se comparado ao mesmo mês de 2025.
Por outro lado, as importações mostraram uma queda, com apenas 3,13 mil toneladas de feijão sendo trazidas para o Brasil em março, o que representa uma diminuição de 17% em relação a fevereiro. Contudo, esse número ainda é superior à média nos meses anteriores, já que em março do ano passado o volume importado foi cerca de quatro vezes menor.
✨ A queda nos preços do feijão em abril levanta preocupações entre os produtores, que temem impactos na rentabilidade.
Contexto
O mercado de feijão se ajusta às oscilações de oferta e demanda, com variáveis climáticas desempenhando um papel fundamental na produção e nos preços.
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