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Agronegócio
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Frete Rodoviário Soja e Milho Deve Crescer em Março, Afirma Conab

A Conab aponta aumento contínuo nos valores do transporte de grãos.

Giovani Ferreira03 de abril de 2026 às 09:35
Frete Rodoviário Soja e Milho Deve Crescer em Março, Afirma Conab

Os preços do frete rodoviário tiveram um aumento entre 5% e 15% durante fevereiro, como resultado do pico nas exportações de soja e milho. Além do crescimento nas vendas e da colheita, o período chuvoso contribuiu para essa alta, conforme indicado no Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Canais de Exportação em Alta

O relatório evidencia que o Arco Norte e o porto de Santos (SP) são os principais caminhos para exportação desses produtos agrícolas no início de 2026. Aproximadamente 40,8% do milho e 38,4% da soja foram escoados através do Arco Norte, enquanto o porto de Santos ficou responsável por 33,5% da exportação de milho e 36,8% de soja.

O estado de Mato Grosso, por sua produção volumosa, lidera o crescimento das tarifas de frete, com incremento que pode chegar até 19% em relação ao mês anterior.

O Mato Grosso do Sul também segue a tendência de aumento, apresentando algumas rotas com elevações superiores a 30% em comparação a janeiro. Em Goiás, o excesso de chuvas causou dificuldades durante o plantio e a colheita, mas mesmo assim, observou-se um aumento nos preços dos fretes, com algumas áreas superando 50%.

O Distrito Federal registrou um crescimento de 6% nos fretes em relação ao mês passado, o que está alinhado ao esperado para a época de escoamento. Segundo a Conab, vários fatores, como o custo do diesel e um reajuste de 3% no piso mínimo do frete implementado em janeiro, contribuíram para essa elevação.

Expectativas para Março

O relatório indica que março será um mês significativo para o aumento das tarifas de frete, devido ao escoamento intenso da soja e do milho.

Na Bahia, a demanda crescente na região Centro-Oeste levou a aumentos nos fretes, que não ultrapassaram 10%. Enquanto isso, a colheita da primeira safra está prevista para intensificar, o que deve continuar a pressionar os preços do frete.

Outros estados, como o Maranhão e o Piauí, também apresentam alta nos fretes, com percentuais de crescimento que chegam a 11%. Em Minas Gerais, o transporte de café experimentou uma queda, mas as exportações continuam a aumentar, destacando-se produtos de maior valor.

Finalmente, em São Paulo, os fretes mantiveram-se estáveis, com sinais de ligeira queda se comparados ao mês anterior, porém, a expectativa é que a colheita de soja faça com que os preços se ajustem novamente.

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As oscilações no mercado internacional e as incertezas econômicas continuarão a impactar os custos de frete, além do avanço da colheita das culturas, que mantém a pressão sobre as cotações, segundo o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

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