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Agronegócio
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Preços de fertilizantes disparam; China supera Rússia como fornecedor

Custos de insumos aumentam e produtores enfrentam dificuldades.

Acro Rodrigues21 de maio de 2026 às 18:10
Preços de fertilizantes disparam; China supera Rússia como fornecedor

Os preços de fertilizantes, como a ureia e o MAP, sofreram aumentos significativos durante o conflito no Oriente Médio, com a ureia subindo 40% e o MAP 20%. Isso ocorreu em um momento em que a soja teve uma valorização modesta, inferior a 1%.

Segundo um estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entre janeiro e abril de 2026, o Brasil registrou uma queda de 4% nas importações de fertilizantes, embora o custo total tenha subido em 16%. O volume de fertilizantes nitrogenados e fosfatados importados caiu de 7,7 milhões para 7,4 milhões de toneladas, enquanto os gastos aumentaram de US$ 3,7 bilhões para US$ 4,3 bilhões.

O que mais preocupa, segundo a CNA, é a perda de poder de compra do produtor rural.

Durante o aumento dos preços, o produtor necessita vender mais sacas de soja ou milho para adquirir a mesma quantidade de adubo. O MAP, essencial para as lavouras brasileiras, teve um aumento de 20% no mesmo período em que a soja avançou apenas 0,9% e o milho 0,1%. A relação de troca atual é a mais desfavorável desde 2022, ano em que a guerra entre Rússia e Ucrânia causou uma explosão nos preços de fertilizantes.

O impacto no mercado

Os preços internacionais dos fertilizantes continuam a subir, sendo que ureia, DAP e TSP não retornaram aos níveis anteriores a 2022 e viram novos aumentos em 2026.

Com os custos elevados, os produtores estão alterando suas escolhas de insumos. As importações de sulfato de amônio, por exemplo, superaram a ureia em alguns meses de 2026, e no segmento de fosfatados, o TSP e o SSP estão se tornando alternativas ao MAP, já que esses insumos são menos impactados pelas rotas logísticas afetadas pelos conflitos.

O mapa de fornecedores de fertilizantes também passou por transformações. Enquanto em 2024 a Rússia liderava com 26% das importações do Brasil, a China agora se destaca como a maior fornecedora, alcançando 26%, enquanto a Rússia teve uma leve queda para 25% em 2025.

A dependência do Brasil em relação a fertilizantes importados permanece uma vulnerabilidade. Em 2025, cerca de 93% dos insumos foram provenientes do exterior. A CNA alerta que qualquer perturbação externa, seja através de conflitos armados ou crises logísticas, impacta diretamente os custos dos produtores.

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O diagnóstico é claro: os produtores devem enfrentar custos ainda mais altos para insumos até o final do ano.

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