Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Preços do limão tahiti sobem com baixa oferta e alta demanda

Cotações se elevam devido a problemas climáticos e estratégia de colheita

Ricardo Alves12 de junho de 2026 às 10:05
Preços do limão tahiti sobem com baixa oferta e alta demanda

Os preços do limão tahiti estão em ascensão, tanto no mercado nacional quanto nas exportações, conforme indicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Essa valorização é impulsionada por uma oferta menor e por questões de qualidade que afetam parte da safra de São Paulo.

Dados recentes do Cepea revelam que o valor do limão tahiti in natura, ainda na árvore, em São Paulo, subiu de R$ 20,06 por caixa de 27,2 quilos em abril, para R$ 24,53 em maio, atingindo R$ 25,96 na primeira quinzena de junho. Essa alta ocorre em um período que normalmente é caracterizado pela entressafra do produto.

Em função de problemas climáticos, houve comprometimento na coloração e na qualidade dos limões.

Além disso, devido à recuperação dos preços nos meses anteriores, alguns produtores decidiram adiar a colheita em certas regiões, na expectativa de conseguir valores mais elevados. Contudo, essa abordagem levou, em alguns casos, a colheitas de frutas muito maduras, que dificultam a comercialização nos mercados internacionais exigentes.

Como resultado, uma maior parte da produção está sendo direcionada para o mercado interno, aumentando a escassez de lotes que podem ser exportados. O Cepea ressalta que essa dinâmica é particularmente crítica, pois ocorre durante um período de demanda robusta no exterior, intensificando a concorrência por frutas de qualidade superior e impulsionando os preços em toda a cadeia produtiva.

Contexto Adicional

As flutuações de preço no limão tahiti refletem não apenas a dinâmica de oferta e demanda, mas também as condições climáticas que impactam a qualidade das safras.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio