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Agronegócio
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Preços do trigo se mantêm altos no Brasil apesar da queda em Chicago

Mercado brasileiro reflete falta de qualidade e desvalorização do real.

Ricardo Alves29 de junho de 2026 às 12:15
Preços do trigo se mantêm altos no Brasil apesar da queda em Chicago

Recentemente, os preços do trigo na Bolsa de Chicago apresentaram uma nova queda, mas no Brasil, os valores continuam elevados. Entre 19 e 25 de junho de 2026, fatores como a pressão da colheita no Hemisfério Norte, a desvalorização do real e a escassez de produtos de alta qualidade influenciaram o mercado.

Em Chicago, o contrato de trigo caiu abaixo dos US$ 6,00 por bushel, atingindo US$ 5,85, antes de uma leve recuperação que fechou a semana em US$ 5,91. Para comparação, no mesmo período anterior, a cotação era de US$ 6,05. Essa queda externa foi impactada, em parte, pela trégua anunciada na guerra entre os Estados Unidos e o Irã, apesar de algumas incertezas no Estreito de Ormuz.

Os embarques semanais de trigo dos EUA totalizaram 393.150 toneladas, 15% a mais em relação ao ano passado.

No Brasil, o cenário difere. A combinação da perda de qualidade do trigo disponível e o aumento nos preços das importações, resultante da desvalorização do real, sustentam os altos preços. Nesta semana, a cotação do dólar alcançou R$ 5,18, impactando o custo interno.

Nos dois principais estados produtores, Rio Grande do Sul e Paraná, o saco de trigo variava de R$ 70,00 a R$ 71,00. Além disso, há uma previsão de redução de mais de 20% na área plantada, o que também deve refletir em aumentos nos preços.

Avanço da Safra de Trigo em 2026

Ainda assim, o plantio da safra de trigo 2026 avança rapidamente. Até o início da semana, 75% da semeadura estava concluída, superando a média histórica de 64%. Até 19 de junho, o plantio já estava finalizado em estados como Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Os números de semeadura em outros estados mostram que Goiás atinge 99%, Paraná 84%, Rio Grande do Sul 63% e Santa Catarina 23,9%. Quanto à colheita, Goiás já colheu 25% do trigo cultivado, embora esse volume represente apenas 0,7% do total nacional.

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