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Agronegócio
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Presença do leite brasileiro no exterior depende de sanidade e competitividade

Guilherme Portella destaca importância de políticas públicas no acesso internacional

Acro Rodrigues14 de maio de 2026 às 17:45
Presença do leite brasileiro no exterior depende de sanidade e competitividade

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul, Guilherme Portella, afirma que a combinação de competitividade e sanidade animal, aliada a robustas políticas públicas, é essencial para o crescimento das exportações de leite brasileiro. Sua declaração ocorreu durante o Seminário de Sanidade em Pecuária Leiteira, realizado em Esteio.

Portela enfatiza que, para competir no mercado internacional, o Brasil precisa de sanidade e competitividade.

Durante o evento, Portella explicou que, apesar do Brasil ter a capacidade produtiva para se tornar um dos maiores exportadores de leite, enfrenta desafios estruturais significativos. Ele destacou a necessidade de uma competitividade sistêmica para atender o mercado externo.

O dirigente também ressaltou a importância do Rio Grande do Sul, que ocupa a terceira posição na produção leiteira do país, com uma produção que cresceu de 2,36 bilhões para 4,03 bilhões de litros entre 2004 e 2024, representando 11,28% da produção nacional.

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Exportar é um reflexo da nossa competitividade, e o futuro depende da união de todos os segmentos envolvidos

Guilherme Portella

Portella levantou questões críticas que precisam ser abordadas, como os altos custos logísticos, a complexidade do sistema tributário, as flutuações cambiais, e a urgência em respostas sobre o futuro do Programa Mais Leite Saudável. Ele defendeu que políticas públicas eficazes não devem ser vistas como um custo, mas como um investimento que gera competitividade.

Além disso, ele chamou a atenção para a importância de proteger o mercado interno contra as crescentes importações do Mercosul, especialmente da Argentina e Uruguai. De janeiro a abril de 2026, o Brasil importou cerca de 65 mil toneladas de leite em pó e 18,2 mil toneladas de queijo, equivalentes a aproximadamente 709 milhões de litros de leite.

Contexto

O Seminário de Sanidade em Pecuária Leiteira reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, setores produtivos e entidades do setor lácteo.

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