Percentual impulsionado principalmente por alimentos e bebidas

A produção das agroindústrias brasileiras registrou um crescimento de 2,9% em março em comparação com o mesmo mês do ano anterior, impulsionada especialmente pelos setores de alimentos e bebidas.
Os dados foram coletados pelo Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV. O aumento pode ter sido favorecido pelo maior número de dias úteis em março deste ano em relação a 2025, embora essa diferença possa ter gerado distorções nas análises estatísticas.
Mesmo com o crescimento anual, o desempenho das agroindústrias tem sido irregular nos últimos meses. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, houve um aumento modesto de 0,4%. Entre os diversos segmentos, a produção de alimentos subiu 2,7%, e o setor de bebidas cresceu 3,3%. Por outro lado, as indústrias não alimentícias sofreram um recuo de 2,7%.
✨ Indústrias ligadas à produção de alimentos e bebidas foram as únicas a mostrar resultados positivos na indústria de transformação no primeiro trimestre.
Um fato notável foi a produção do setor de alimentos e bebidas, que teve um crescimento de 5,1% em março, marcando a sétima alta consecutiva e o melhor desempenho para este mês desde 2022. O segmento de produtos de origem animal destacou-se com um aumento de 6,2%, impulsionado pela significativa produção de carnes e laticínios. Produtos de origem vegetal também mostraram robustez, com um avanço de 4,6%, graças à produção de conservas, sucos, óleos, arroz e trigo.
Adicionalmente, o aumento de 5% na produção de bebidas alcoólicas fez parte do panorama de crescimento do segmento, que no total teve um avanço de 2,1% em março.
Após uma sequência de 11 meses de declínio, as indústrias não alimentícias finalmente apresentaram uma leve melhoria de 0,1% na comparação anual. Entretanto, o FGV Agro adverte que essa variação pode estar atrelada ao número maior de dias úteis em relação ao ano anterior.
A recuperação, no entanto, não foi homogênea. O segmento de biocombustíveis teve um aumento expressivo de 29,6%, enquanto as indústrias têxteis subiram 1,6%. Em contrapartida, houve quedas nas produções de insumos agropecuários (-2,2%), produtos florestais (-4,7%) e tabaco (-4,4%).
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