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Agronegócio
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Produção de milho deve se manter estável após geadas no Sul do Brasil

Impacto das geadas nas lavouras é considerado baixo

Gabriel Azevedo18 de maio de 2026 às 18:40
Produção de milho deve se manter estável após geadas no Sul do Brasil

As principais regiões de cultivo de milho safrinha no Sul do Brasil não enfrentaram, até o presente momento, consequências drásticas devido às geadas recentes. A constatação é de um estudo realizado pela EarthDaily, especializada em monitoramento agrícola por meio de imagens de satélite.

De acordo com a análise da empresa, embora o Paraná e Mato Grosso do Sul tenham registrado uma diminuição nas temperaturas, de até 5°C abaixo da média, as geadas foram localizadas e de baixa intensidade, sem risco significativo para a produção.

Geadas ocorreram de forma pontual, sem causar danos relevantes às lavouras.

Felippe Reis, analista da EarthDaily, explica que as áreas afetadas pelas geadas são predominantemente regiões de alta altitude e baixadas, mas o impacto direto sobre a produção até agora é considerado leve. A vegetação nas lavouras de Mato Grosso segue saudável, embora o sudeste enfrente desafios devido ao plantio tardio.

Cenário em Mato Grosso do Sul e Goiás

Em Mato Grosso do Sul, os índices de vegetação (NDVI) demonstram resultados satisfatórios, sinalizando um bom potencial produtivo. A umidade do solo permanece acima da média, o que deve continuar beneficiando o desenvolvimento das culturas. Contrapõe-se a isso a situação em Goiás, onde os índices se assemelham aos de 2021, ano que sofreu com uma severa retração na safra.

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Embora os índices atuais estejam melhores que em 2021, a falta de umidade adequada desde março acende um alerta para perdas futuras.

No Paraná, os dados do NDVI refletem uma recuperação nas últimas semanas, que coincide com a volta das chuvas e do aumento na umidade do solo, fundamentais para o crescimento das lavouras.

Previsão Climática

Modelos climáticos indicam a continuidade de temperaturas abaixo da média no Sul e Sudeste, aumentando a vigilância sobre possíveis novos episódios de frio intenso nas áreas agrícolas.

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