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Agronegócio
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Producao rural busca soluções para controle de plantas daninhas

Estratégias inovadoras emergem para melhorar o manejo no plantio direto

Tiago Abech25 de junho de 2026 às 07:45
Producao rural busca soluções para controle de plantas daninhas

Os agricultores enfrentam desafios crescentes com a resistência das plantas daninhas aos herbicidas e a necessidade de manter a qualidade do solo no Brasil. Essa situação tem levado à adoção de novas táticas no sistema de plantio direto, pois os métodos químicos nem sempre proporcionam o controle esperado e, em muitos casos, elevam os custos por hectare.

Espécies como buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e caruru estão entre as mais problemáticas nas lavouras. A persistência do banco de sementes no solo, que pode permanecer viável por longos períodos, intensifica o problema. Com mais de 35 milhões de hectares utilizando esse sistema no país, o manejo dessas plantas invasoras se tornou essencial tanto do ponto de vista agronômico quanto econômico.

Manejo Mecânico como Solução

No pré-plantio, ferramentas mecânicas de baixa mobilização vêm se destacando como um complemento ao controle químico. Essas tecnologias têm como objetivo agir superficialmente, colaborando para o controle inicial das ervas daninhas e organizando a palhada, respeitando os princípios do plantio direto.

A linha de tecnologia Kelly, distribuída pela São José, promove a desestruturação inicial das plantas invasoras e estimula a germinação do banco de sementes.

De acordo com Diogo Salvador, especialista de produto na São José, essa ativação contribui para uma maior eficiência na dessecação, diminuindo a necessidade de aplicações sucessivas de herbicidas.

Resultados Promissores

Ensaios realizados pela GeoMec em áreas comerciais no Sul do Brasil indicam que o manejo mecânico no pré-plantio pode eliminar completamente o uso de herbicidas nesta etapa. Estudos mostram uma economia de até 100% em insumos, um aumento de até 4 sacas de soja por hectare e uma redução de custos entre R$ 100 e R$ 135 por hectare.

Além de seu impacto agronômico, essa abordagem também melhora a eficiência no campo, otimizando a cobertura de áreas e aproveitando melhor as janelas de plantio. A implementação dessas práticas já é observada nas regiões Sul e Oeste do Brasil, com uma tendência crescente em direção a sistemas integrados.

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