A produção de tabaco gaúcho atinge 280 mil toneladas na safra 20/21

Após sete anos de tramitação, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou projeto de lei que altera completamente a estrutura de comercialização do fumo no estado. O texto determina que a classificação do tabaco seja feita na propriedade do agricultor, ao invés de ser realizada pela indústria. O projeto, de autoria do deputado estadual Zé Nunes, foi aprovado com 46 votos favoráveis e apenas um contrário em sessão ocorrida na última terça-feira, 20.
A votação contou com a presença de diversos líderes e produtores de fumo dos municípios gaúchos. A mudança proposta trará mais transparência no processo de compra e venda, eliminando custos adicionais para os fumicultores em casos de falta de acordo na definição de preços. O objetivo do projeto é assegurar o equilíbrio do sistema de integração.
No Rio Grande do Sul, cerca de 71 mil famílias dependem da produção de tabaco como principal fonte de renda, gerando mais de 283 mil toneladas do produto, de acordo com informações da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) referentes à safra de 2020/2021.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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