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Agronegócio
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Produtores americanos acusam Brasil de prejudicar mercado de etanol

NCGA pede tarifas e retaliações após impactos negativos no comércio

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 11:30
Produtores americanos acusam Brasil de prejudicar mercado de etanol

A National Corn Growers Association (NCGA) expressou preocupações sobre as práticas comerciais do Brasil que, segundo a entidade, têm prejudicado duramente os produtores de milho dos EUA na última década, especialmente no mercado de etanol.

Em um depoimento enviado ao governo americano dentro de uma investigação comercial, a NCGA pediu a implementação de uma tarifa de 25% sobre o etanol importado do Brasil e reivindicou medidas de retaliação adicionais.

A tarifa brasileira sobre o etanol dos EUA fez o mercado praticamente desaparecer, reduzindo drasticamente as exportações.

O documento destaca que o Brasil impôs uma tarifa de 20% e uma cota tarifária em 2017, o que, segundo a NCGA, resultou em um colapso das exportações de etanol dos EUA para o país sul-americano.

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Os produtores de milho dos EUA sentiram os efeitos da tarifa à medida que o acesso ao mercado sofreu uma queda acentuada. Em 2018, o Brasil era o principal mercado para nossas exportações, mas a reimposição da tarifa praticamente extinguiu esse acesso.

A NCGA também criticou o programa brasileiro RenovaBio, alegando que o Brasil dificulta a habilitação de usinas americanas enquanto promove seu próprio etanol com alegações de menor impacto ambiental.

Contexto

A NCGA argumenta que o discurso ambiental do Brasil favorece seu etanol em detrimento dos produtores estrangeiros, e solicita ao governo dos EUA uma análise mais abrangente das práticas comerciais brasileiras.

Além da tarifa, a associação solicitou a consideração de outras medidas contra o Brasil, incluindo restrições comerciais adicionais e compensações por perdas sofridas por seus produtores.

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