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Agronegócio
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Cecafé discute direitos trabalhistas e ambientais na cafeicultura

Evento na Embaixada da Alemanha destaca iniciativas na produção de café

Carlos Silva19 de junho de 2026 às 17:10
Cecafé discute direitos trabalhistas e ambientais na cafeicultura

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, nesta quarta-feira, de um evento promovido pela Embaixada da Alemanha em Salvador, abordando a interseção entre direitos trabalhistas e humanos na indústria do café.

Iniciativas e Debates

Durante o encontro, o Cecafé destacou várias iniciativas voltadas para o monitoramento socioambiental, a rastreabilidade e a capacitação dentro da cafeicultura. O diretor-geral, Marcos Matos, foi um dos participantes do painel “Meio Ambiente como Direito Humano”, moderado pela jornalista Georgina Maynart.

O debate tratou do uso adequado do solo na cafeicultura, além de questões relacionadas à propriedade da terra, clima e certificações. Também estavam presentes o gerente de Fornecimento Responsável da JDE Peet’s, Bruno Ribeiro, e o diretor da Rainforest Alliance no Brasil, Yuri Feres.

A ‘Plataforma de Monitoramento Socioambiental dos Cafés do Brasil’ foi apresentada como uma ferramenta essencial para importadores, oferecendo acesso a informações sociais e ambientais do café.

Matos enfatizou que a plataforma, desenvolvida com a Serasa Experian, foi criada em resposta às novas normas globais de comércio, permitindo melhor acesso aos dados socioambientais a partir de informações oficiais.

Importância das Iniciativas

As iniciativas são parte de um esforço maior para adequar-se às exigências do mercado internacional, com foco em protocolos sociais e ambientais baseados na legislação brasileira.

Ele ressaltou também a relevância da União Europeia como um dos principais compradores do café brasileiro. No campo social, citou ações público-privadas como o “Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura” e o Programa Trabalho Sustentável (PTS), que visam promover diálogos entre o setor e o governo.

O evento foi marcado por boas-vindas da embaixadora Bettina Cadenbach e discussões sobre a regulação dos direitos humanos na cadeia produtiva do café.

No final, o Cecafé reafirmou sua estratégia de utilizar comunicação eficiente e tecnologia para coletar e apresentar evidências verificáveis sobre a produção de café no Brasil.

Não foram fornecidos detalhes sobre a adesão às iniciativas ou resultados das ações discutidas.

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