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Agronegócio
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Produtores de milho enfrentam seca severa no Brasil

Regiões principais enfrentam restrições de água significativas

Ricardo Alves09 de abril de 2026 às 14:10
Produtores de milho enfrentam seca severa no Brasil

As regiões que produzem milho de segunda safra no Brasil estão passando por uma severa escassez de água, provocada por uma combinação de chuvas escassas e temperaturas acima do normal.

Dados da EarthDaily, empresa que monitora a agricultura usando imagens de satélites, revelam que nos últimos dez dias, áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e grande parte do Paraná, que respondem por 86% da produção nacional de milho safrinha, registraram chuvas entre 0 e 30 milímetros. Esse cenário cria anomalias negativas de 30% a 80% comparadas à média histórica.

A falta de umidade no solo pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, especialmente durante as fases críticas de formação dos grãos.

O oeste do Paraná, além de Goiás e leste de Mato Grosso, enfrentam uma situação alarmante, com níveis de umidade do solo que indicam um estresse hídrico significativo. Felippe Reis, analista da EarthDaily, destaca que temperaturas elevadas em regiões do Sul e Mato Grosso do Sul têm intensificado a evapotranspiração, acelerando a perda de água do solo e prejudicando o vigor das plantas.

Indicadores de Vegetação Preocupantes

Em Goiás, os indicadores de vegetação (NDVI) apresentam um desenvolvimento agrícola abaixo do esperado, comparável ao que foi observado em 2021, que trouxe grandes perdas de produtividade. A combinação de baixa umidade e evolução lenta das lavouras provoca um risco agronômico no Estado, embora em menor escala do que naquele ano crítico.

No Mato Grosso do Sul, embora o início das lavouras seja promissor, a continuidade da baixa umidade do solo indica a necessidade de monitoramento nas próximas semanas, especialmente conforme a demanda hídrica aumenta com o progresso do ciclo. Por outro lado, em Mato Grosso, os índices de vegetação mostram um desempenho inferior em relação a anos anteriores, mas espera-se uma leve recuperação das condições hídricas se as chuvas previstas se concretizarem.

Já no Paraná, apesar de apresentarem um NDVI satisfatório, os níveis de umidade no solo ficam abaixo da média, principalmente no oeste. Se a seca persistir durante estágios mais vulneráveis das culturas, pode haver impactos nocivos no enchimento dos grãos e no rendimento final.

Conforme os modelos climáticos, há divergências nas previsões sobre a quantidade de chuvas nos próximos dias. Contudo, a tendência ainda sugere a continuidade das restrições hídricas em áreas essenciais para a produção de milho de segunda safra.

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