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Agronegócio
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Produtores no Paraná clamam por apoio após tornado devastador

Sete meses depois, agricultores ainda esperançosos por medidas do governo.

Mariana Souza30 de junho de 2026 às 11:10
Produtores no Paraná clamam por apoio após tornado devastador

Sete meses após o devastador tornado na região Central do Paraná, agricultores de municípios como Laranjeiras do Sul, Virmond, Porto Barreiro, Candói e Guarapuava ainda aguardam pelas medidas de apoio que poderiam facilitar a reconstrução de suas propriedades. Embora Rio Bonito do Iguaçu tenha sido a cidade mais atingida e recebido suporte governamental, os produtores vizinhos relatam perdas significativas que não foram consideradas nas iniciativas de recuperação.

O Sistema FAEP enviou, em maio, um ofício solicitando à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) a ampliação do suporte emergencial aos afetados. Entretanto, a resposta da secretaria indicou a impossibilidade de estender os benefícios devido a critérios legais e orçamentários.

É urgente que iniciativas sejam tomadas para incluir os produtores que enfrentaram graves prejuízos.

O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a necessidade de buscar alternativas para atender os agricultores que, embora não estejam em municípios decretados como calamidade, também registraram danos severos. Ele enfatizou que muitos deles enfrentam desafios financeiros e precisam de suporte para recuperar suas propriedades.

Além disso, Eliseu Fernando Telli, presidente do Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul, expressou frustração pela falta de suporte oferecido aos produtores de sua região, que, segundo ele, merecem o mesmo tratamento concedido a Rio Bonito do Iguaçu. A expectativa era de que um financiamento com juros subsidiados fosse disponibilizado, mas isso ainda não ocorreu.

Rodolpho Luiz Werneck Botelho, presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, também levantou a voz em apoio a seus colegas. Ele indicou que muitos produtores perderam suas estruturas financiadas, como barracões e silos, e agora enfrentam dificuldades para obter créditos que poderiam auxiliá-los na reestruturação.

Um caso notável é o de Rodrigo Queiroz, um agricultor em Candói, que estima perdas de até R$ 12 milhões. Com uma vasta área de cultivo, ele destaca a falta de apoio público e a percepção de que as taxas de crédito atuais são inviáveis para os necessários investimentos na recuperação de sua propriedade, duramente atingida pelo tornado.

Contexto

O Governo do Estado alega que apenas Rio Bonito do Iguaçu decretou o estado de calamidade pública, o que justificaria a oferta de linhas especiais de crédito. Outros municípios não formalizaram a calamidade nem apresentaram pedidos de auxílio.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) declarou que as linhas de financiamento estão disponíveis, mas não ocorreu a criação de uma subvenção estadual para aliviar os juros, o que resultou na inadequação das condições de crédito para muitos agricultores.

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