Novo Plano Safra enfrenta desafios com juros altos no Brasil
A expectativa de investimento de 623 bilhões de reais é ofuscada por preocupações econômicas.

Em uma recente análise sobre o futuro do novo Plano Safra, Bruno Lucchi, diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e Miguel Daoud, discutiram os impactos que as altas taxas de juros exercem sobre o setor agrícola. A previsão para o plano se aproxima de 623 bilhões de reais, sem incluir os recursos da Cédula de Produto Rural (CPR), que em 2025 totalizou 188 bilhões.
Expectativas e demandas do setor
Lucchi enfatizou que, apesar do montante expressivo, o novo Plano Safra enfrentará desafios, principalmente em relação ao endividamento dos agricultores e à urgente necessidade de um fundo garantidor. Ele ressaltou a relevância de um plano sólido que promova a produção e controle da inflação.
Taxas de juros e crédito rural
Daoud acrescentou que a previsão é de que as taxas de juros para a agricultura empresarial não experimentem queda acentuada, estabilizando-se entre 8,5% e 14%. Ele expressou inquietude diante da indefinição sobre subsídios e seguros rurais, que podem não atender as reais demandas do agronegócio.
Desafios e perspectivas futuras
Os especialistas concordaram que o cenário atual é desafiador, caracterizado por altos custos de produção e a necessidade de um apoio governamental mais eficaz. Eles reforçaram a expectativa de que o novo plano ofereça soluções concretas para auxiliar os produtores na superação das adversidades do setor.
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