Queda do milho em Campinas desafia produtores em 2026
Cotação de milho chega a R$ 62,00, impactando mercado interno

O preço do milho em Campinas (SP) atingiu R$ 62,00 por saca de 60 kg nesta quarta-feira, mantendo uma curva de declínio ao longo de junho. Dados da DATAGRO indicam que a média mensal até agora é de R$ 63,06, refletindo uma queda de 3,5% comparada ao mês anterior.
O mercado observa atentamente o andamento da safrinha brasileira, que promete um grande volume de produção, com potenciais efeitos na oferta para o segundo semestre. A DATAGRO prevê que a safra de 2026 poderá alcançar 112,5 milhões de toneladas, posicionando-se como a segunda maior já registrada no país, atrás do recorde de 2025.
✨ A pressão nos preços se dá por estoques altos, já que a oferta supera a demanda.
Com uma combinação de oferta excessiva e demanda aquém do ideal, os preços do milho enfrentam um cenário desinstabilizador. A excessiva produção, somada a estoques significativos, está dificultando a sustentação dos preços no curto prazo. A situação é especialmente preocupante para os produtores, que lidam com altos custos de produção de milho, resultando em margens cada vez mais apertadas.
Muitos agricultores têm optado por reter a colheita, na esperança de uma recuperação dos preços, que poderia ocorrer conforme a demanda por ração e exportações aumentam. Entretanto, o setor de proteína animal, que é o maior consumidor de milho no Brasil, continua ativo, mas com um crescimento de demanda que não parece suficiente para provocar uma recuperação significativa nos preços.
No atual panorama, a queda do preço do milho para R$ 62,00 por saca indica uma hesitação por parte dos compradores, respaldados por uma expectativa de alta oferta. Este cenário desafiador exige que os produtores se tornem mais estratégicos em suas vendas, especialmente considerando os custos elevados dos insumos.
Assim, o mercado de milho brasileiro se prepara para enfrentar o segundo semestre de 2026 com um duplo desafio: gerenciar o escoamento do recorde da safrinha e estabilizar os preços no cenário interno e externo.
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