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Agronegócio
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Queda na cotação do boi gordo impacta mercado paulista

Aumento da oferta de animais leva a recuo após um mês de estabilidade

Tiago Abech23 de abril de 2026 às 18:10
Queda na cotação do boi gordo impacta mercado paulista

A cotação do boi gordo em São Paulo apresentou queda nesta quinta-feira (23), após um período de estabilidade e valorização, conforme apontado pela análise da Scot Consultoria.

Esse recuo é atribuído ao aumento da oferta de gado, impulsionado por uma atitude mais agressiva dos vendedores, que se mostraram ativos diante dos preços atuais. O avanço da estação outonal, a necessidade de atender a cota de exportação com a China e a redução dos contratos futuros também influenciaram nas operações de venda.

Apesar do aumento na oferta, a disponibilidade de animais para abate permanece limitada.

Contexto do Mercado

O cenário não caracteriza uma abundância, mas sim um aumento em relação ao precedente de escassez que se encontrava o setor.

O retorno ao mercado após os feriados resultou em negociações mais lentas, com alguns frigoríficos suspendendo compras até quarta-feira. Outros, que estavam mais ativos, começaram a apresentar ofertas inferiores às referências, sustentadas por escalas de abate mais confortáveis e uma dinâmica de escoamento regular no mercado doméstico.

Nesse contexto, as ofertas para o boi comum e o 'boi China' estavam em torno de R$ 2,00 mais baixas por arroba. As escalas de abate, em média, estão em 10 dias, conforme relatado pela Scot Consultoria.

Embora a redução nas cotações seja notável, a Scot Consultoria observa que isso ainda não estabelece uma tendência definida. Com as escalas mais longas e a aproximação do fim do mês, um período em que o consumo interno tende a diminuir, os compradores continuaram a pressionar os preços, dependendo da aceitação dos vendedores para concretizar os negócios.

Entretanto, a oferta limitada ajudou a impedir quedas mais acentuadas nos preços.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura atingiram 153,4 mil toneladas até a terceira semana de abril, com uma média diária de 12,8 mil toneladas, representando um crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O preço médio da tonelada foi de US$ 6,1 mil, o que indica um aumento de 22,1% em comparação anual, e, caso a tendência de embarques e preços se mantenha, abril poderá se tornar o mês com os melhores resultados históricos em volume e receita.

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