Queda nas negociações de milho: fatores externos e ajustes de mercado
O impacto da baixa do dólar e os efeitos do plantio da segunda safra

Nesta quarta-feira, as transações no mercado de milho apresentaram um declínio, um reflexo dos ajustes habituais do início do mês e da influência de variáveis externas na definição dos preços.
Influência do dólar e Chicago
Conforme a análise da TF Agroeconômica, a queda acompanhou a desvalorização do dólar e das cotações nas bolsas de Chicago, intensificando a pressão sobre os futuros contratos da commodity.
"O contrato para maio de 2026 encerrou a R$ 71,32, apresentando queda de R$ 1,58 no dia
✨ Venda de milho da primeira safra alivia a pressão compradora.
Contexto do mercado
Os principais contratos na B3 fecharam em baixa devido à realização de lucros e ao monitoramento do avanço no plantio da segunda safra.
No fechamento, o contrato de julho de 2026 ficou em R$ 71,30, recuando R$ 1,10. Já o contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 72,05, com perda de R$ 0,83.
No mercado físico, a liquidez continua fraca em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, com o valor médio estadual subindo para R$ 57,50.
Em Santa Catarina, o desajuste entre as ofertas e os preços pedidos é um obstáculo significante, limitando as vendas, apesar da presença de alguns compradores.
Por sua vez, no Paraná, o mercado está sem movimentação, com propostas em torno de R$ 70,00 por saca e solicitações ao redor de R$ 60,00, sem um progresso claro no volume transacionado.
Em Mato Grosso do Sul, os preços se apresentam entre R$ 49,00 e R$ 58,00, influenciados regionalmente, sendo que o setor de bioenergia ajuda a estabilizar os preços, embora os compradores mantenham uma postura cautelosa.
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Camila Souza Ramos
Jornalista especializado em Agronegócio
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