Mercado de milho apresenta quedas com negociações limitadas
Contratos futuros registram ajustes negativos e baixa liquidez no mercado físico

O mercado de milho terminou o dia com perdas em seus contratos futuros, acompanhadas por uma limitada atividade de negociação no mercado físico. Dados da TF Agroeconômica indicam que a recente desvalorização do dólar, juntamente com uma disparidade de 5,94% entre a média Cepea e os preços futuros, pressionou os valores e intensificou a expectativa de uma aproximação entre eles em breve.
Na B3, o contrato para setembro de 2026 foi negociado a R$ 69,17, apresentando uma queda de R$ 0,26 em relação ao dia anterior, mas com um aumento acumulado de R$ 1,68 na semana. O contrato de novembro fechou em R$ 73,47, recuando R$ 0,11 diariamente e subindo R$ 2,33 semanalmente. Para janeiro de 2027, a cotação foi de R$ 75,73, com uma perda de R$ 0,19 e uma valorização semanal de R$ 1,76.
Os operadores estão atentos a potenciais oportunidades de exportação, especialmente para áreas europeias afetadas pelo calor intenso e pelas dificuldades logísticas na Ucrânia.
Cenário regional
No Rio Grande do Sul, a liquidez do mercado se manteve baixa, com vendas focadas em reposição imediata. Os preços indicados variaram entre R$ 57 e R$ 65 por saca, enquanto a média do estado aumentou 0,24% na semana, alcançando R$ 59,02. A cautela dos agricultores limitou a oferta, enquanto a procura do setor pecuário contribuiu para absorver parte do estoque disponível.
Em Santa Catarina, as transações foram limitadas pela diferença entre as solicitações próximas de R$ 60 e as ofertas em torno de R$ 55 por saca. No Paraná, as negociações também foram pontuais, com preços em torno de R$ 60 e demanda próxima a R$ 55 por saca CIF. A colheita da segunda safra alcançou 16%, mas a umidade do solo e dos grãos freou o andamento das operações.
Por outro lado, em Mato Grosso do Sul, os preços variaram entre R$ 47,57 e R$ 50 por saca, com a colheita atingindo 17%. A indústria de bioenergia ajudou a dar suporte a parte da oferta, evitando uma pressão adicional sobre os preços.
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