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Agronegócio
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Queda nos preços do feijão reflete demanda fraca e clima instável

Mercado apresenta desafios com colheita e baixa qualidade dos grãos

Fernanda Lima15 de junho de 2026 às 17:45
Queda nos preços do feijão reflete demanda fraca e clima instável

A queda contínua nos preços do feijão, especialmente das variedades carioca e preta, é resultado de uma demanda reduzida de atacadistas e varejistas, conforme indica o Indicador Cepea/CNA.

Desafios na Colheita

Os produtores estão concentrados nas colheitas no Paraná, que têm sido impactadas por condições climáticas desfavoráveis, afetando a qualidade dos grãos. Em Minas Gerais e Goiás, os trabalhos de colheita também estão em andamento, mas com resultados variados.

As projeções da Conab apontam para uma oferta mais restrita de feijão preto ao longo da safra.

Recentemente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou um relatório com informações divergentes. As previsões para o feijão carioca foram levemente ajustadas, enquanto as estimativas para o feijão preto sofreram cortes adicionais, acentuando a expectativa de uma oferta reduzida.

  • 1Em Itapeva (SP), o preço do feijão carioca caiu 12,08% devido à oferta excessiva.
  • 2Curitiba (PR) viu uma leve valorização de 1,55% nos lotes de melhor qualidade.
  • 3Os lotes de feijão carioca de notas 8 e 8,50 continuam a apresentar queda nos preços.

Além disso, a entrada de feijão do Paraná, impactada pelas geadas, pressionou os preços para baixo. As mais acentuadas quedas foram observadas em locais como Itapeva, onde a redução foi de 21,17%, e no Sul de Minas, com uma desaceleração de 20,20%.

Perspectivas para o Feijão Preto

No que tange ao feijão preto Tipo 1, a Conab revisou para baixo a estimativa de produção, agora projetando 506,6 mil toneladas, uma diminuição de 2,6% em relação à projeção anterior.

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A safra de feijão preto deverá ser 37,6% menor comparada à do ano passado devido à queda na área cultivada e na produtividade.

A primeira safra de feijão preto deve registrar um volume de 208,8 mil toneladas, 36,8% inferior ao ano anterior. Para a segunda safra, a expectativa é de 281,6 mil toneladas, o que representa uma diminuição de 39,2% em relação ao ajuste anterior.

Cenário de Abastecimento

A Conab estima que, considerando os estoques iniciais e as importações, o suprimento nacional de feijão poderá atingir 3,37 milhões de toneladas, com um estoque final previsto de 288,5 mil toneladas.

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