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Agronegócio
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Reformas no contrato de trabalho agrícola são debatidas na Câmara

CNA discute mudanças em leis que afetam trabalhadores rurais de safra

Camila Souza Ramos10 de junho de 2026 às 12:10
Reformas no contrato de trabalho agrícola são debatidas na Câmara

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) esteve presente em uma audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, realizada na terça-feira (9), para discutir mudanças nas normas relativas à contratação de trabalhadores safristas.

O foco do debate foram os Projetos de Lei 676/25 e 1456/25, que visam reformular regras sobre contratos de safra, conforme a legislação definida pela Lei 5.889/73, voltada para atividades agrícolas temporárias que dependem dos ciclos produtivos.

Contratos de safra são fundamentais para a mão de obra em períodos críticos do calendário agrícola, como preparo do solo e colheita.

Durante a audiência, Rodrigo Costa, assessor jurídico da CNA, destacou a necessidade de modernizar a legislação trabalhista para melhor atender às demandas do setor agropecuário, enfatizando que o PL 1456/25 visa proporcionar previsibilidade contratual e segurança jurídica.

Costa também mencionou que o PL 676/25 traz simplificações burocráticas, o que pode beneficiar especialmente a agricultura familiar ao facilitar processos de contratação.

Contexto

Os contratos de safra são utilizados quando a necessidade de trabalhadores varia conforme a etapa da produção agrícola, o que é característico em diversas culturas.

Apesar das discussões promissoras, a audiência não forneceu prazos concretos para a tramitação dos projetos nem os textos completos das mudanças propostas. As implicações técnicas dessas alterações poderão afetar diretamente a gestão de mão de obra, custos administrativos e a formalização de vínculos trabalhistas nas cadeias produtivas.

O processo legislativo ainda está em análise, e o impacto real das mudanças nas práticas de produtores e empregadores rurais aguardará a versão final a ser aprovada no Congresso.

Principais pontos debatidos: segurança jurídica, adequação das leis às sazonalidades e redução da burocracia.

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