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Agronegócio
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São Paulo investe em tecnologia para aumentar produção de cacau

Projeto Cacau 360 visa sustentabilidade e ampliação da produção.

Gabriel Rodrigues08 de abril de 2026 às 19:30
São Paulo investe em tecnologia para aumentar produção de cacau

Embora represente menos de 4% da produção nacional de cacau, São Paulo está intensificando seus esforços para se destacar no setor, investindo em ciência e tecnologia por meio do Projeto Cacau 360.

Essa iniciativa, desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) em parceria com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio, congrega 91 pesquisadores de 11 instituições, visando aumentar a produtividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva.

O projeto pretende explorar o potencial de regiões não convencionais para o cultivo do cacau.

O cultivo de cacau no Brasil é predominantemente concentrado nas regiões Norte e Nordeste, especialmente no Pará e na Bahia. Em São Paulo, onde a participação no setor é reduzida, o Projeto Cacau 360 busca explorar áreas consideradas não convencionais.

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O projeto impactará os agricultores de maneira abrangente, com foco na produção em áreas não tradicionais, diferentes do sistema cabruca.

A proposta inclui um modelo integrado de cultivo, que combina sistemas agroflorestais e cultivo pleno ao sol, com o objetivo de identificar clones mais produtivos e melhorar a gestão dos cultivos, aumentando a produtividade para até 2 mil quilos de amêndoas secas por hectare — um aumento significativo em comparação aos métodos convencionais.

Outra preocupação central é o processo de fermentação, crucial para a qualidade do cacau. A falta de padronização atual resulta em perdas significativas.

Objetivos do Projeto Cacau 360

1. Aumentar a produtividade da cacauicultura em áreas não convencionais. 2. Implementar protocolos eficazes para a fermentação do cacau. 3. Valorizar subprodutos, transformando cascas e polpas em fontes de renda.

Luccas destaca que cerca de 70% do peso do cacau é composto pela casca, um subproduto ainda subutilizado. A pesquisa visa reaproveitar esse material, além de promover o uso da polpa e mel do cacau, para agregar valor ao produto e gerar novas oportunidades de renda para os produtores.

Além disso, os pesquisadores planejam mapear as áreas de cultivo para garantir a segurança das matérias-primas, analisando contaminantes químicos e condições microbiológicas.

Atualmente, o Brasil ainda sofre com a baixa produção e a dependência de importações, mas o projeto pretende estabelecer uma cadeia de produção mais sustentável e competitiva.

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Importamos cacau de regiões como a África do Sul, mesmo tendo cacau disponível em São Paulo. A logística se tornará mais eficiente, reduzindo custos.

Com essas iniciativas, a expectativa é que as inovações e tecnologias sejam rapidamente transferidas para a indústria, melhorando a oferta de produtos ao consumidor final.

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