Producers adapt strategies to combat soybean diseases in 2026
Impacto das condições climáticas e econômicas no manejo agrícola

Na última semana, o Trend Group Fungicidas 2026, organizado pela ADAMA, foi palco de intensas discussões sobre a evolução dos métodos de manejo de doenças na soja, com foco nas necessidades regionais dos produtores brasileiros. As conversas refletiram como as mudanças climáticas e econômicas estão moldando as abordagens adotadas para enfrentar doenças como cercospora e mancha-parda.
Manejo Cada Vez Mais Personalizado
Tradicionalmente, doenças como a ferrugem asiática eram priorizadas nos programas de manejo, mas a necessidade de uma estratégia mais holística se torna evidente. A transformação nos padrões de doenças exige um planejamento que leve em conta a realidade específica de cada área produtiva desde o início do ciclo agrícola.
✨ O planejamento agora é tão crucial quanto as intervenções realizadas no campo.
Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA, enfatizou que a proatividade no planejamento é essencial. O foco dos produtores deve ser na identificação das doenças predominantes e na avaliação de fatores que afetam a eficiência do manejo.
Desafios Regionais no Manejo de Doenças
Os debates revelaram que as particularidades das regiões impactam diretamente o manejo das culturas. No Sul do Brasil, por exemplo, doenças foliares são uma grande preocupação, demandando cuidados especiais. O aumento de umidade e temperatura favorece a proliferação de enfermidades, tornando fundamental um acompanhamento constante das condições climáticas.
Enquanto isso, no Cerrado, os desafios permanecem com o aumento da pressão de doenças como mancha-alvo e cercospora, requerendo programas de manejo que garantam a proteção constante da produtividade.
Impactos Econômicos no Manejo Fitossanitário
Além dos aspectos agronômicos, fatores econômicos também influenciam o planejamento. Variações cambiais, flutuações no mercado de insumos e custos de produção têm um papel significativo nas decisões dos agricultores. Os participantes discutiram como as tecnologias emergentes podem apoiar o manejo, buscando uma maior estabilidade na proteção das culturas.
Gimenes concluiu que enfrentar a constante mudança nas doenças requer um programa de manejo que se adapte rapidamente às novas condições. O futuro do cultivo de soja depende da capacidade dos produtores de gerenciar essa complexidade de forma eficaz.
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