Fungo compromete ramos e colheitas; manejo é crucial para controle

A seca-dos-ponteiros é uma das doenças mais preocupantes para os produtores de café, pois compromete o desenvolvimento dos ramos produtivos e diminui significativamente o potencial de produtividade das lavouras.
Proveniente do fungo Colletotrichum gloeosporioides, a enfermidade causa a morte das extremidades dos ramos, queda prematura de folhas e perdas substanciais na colheita.
O controle químico deve ser considerado somente quando há risco econômico comprovado, sendo necessário incorporar estratégias de manejo cultural e monitoramento contínuo da lavoura.
✨ O diagnóstico correto é fundamental para o manejo eficaz da seca-dos-ponteiros.
As condições em que a planta se encontra, como estresse hídrico ou nutricional, podem intensificar a doença, levando muitos cafeicultores a optarem por fungicidas como resposta imediata. No entanto, a recomendação é que essa decisão deve ser baseada em critérios agronômicos, e não apenas na visualização dos sintomas.
Os principais sintomas incluem lesões escuras que se desenvolvem nas folhas e ramos, levando à necrose e à desfolha da planta. A disseminação do fungo ocorre, na maior parte, por respingos de água durante chuvas, o que facilita a infecção das partes saudáveis da planta.
Distinguir a seca-dos-ponteiros de outras causas como geadas é crucial. Enquanto a seca da planta normalmente apresenta danos uniformes e sem lesões típicas, a doença em questão resulta em um padrão localizado e progressivo.
Fatores como alta umidade, temperaturas favoráveis e práticas inadequadas de manejo, como a não realização de podas, facilitam o aparecimento da seca-dos-ponteiros.
✨ A desconsideração do manejo cultural pode levar a perdas significativas e prolongadas na produção.
A aplicação de fungicidas deve ser uma ação planejada, considerando a incidência da doença, o histórico da área e as condições climáticas previstas. É fundamental respeitar as instruções de uso dos produtos e garantir uma correta aplicação.
Manter práticas culturais saudáveis, como podas sanitárias e equilíbrio nutricional, são fundamentais para evitar a pressão da doença e aumentar a eficiência das intervenções necessárias.
O manejo integrado, que combina cuidados culturais e intervenções químicas bem fundamentadas, é a melhor estratégia para preservar a sanidade e a produtividade dos cafezais.
1. Diagnostique corretamente os sintomas; 2. Monitore as condições do campo; 3. Priorize práticas culturais; 4. Avalie a necessidade de fungicidas com base em fatores agronômicos.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Diferenças significativas na estrutura de concorrência dos mercados

Doença silenciosa compromete espigas e colheita da lavoura

Investimentos em defensivos agrícolas trazem esperança para o setor.

Estimativas apontam produção de até 75,65 milhões de sacas