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Agronegócio
2 min de leitura

Semeadura de trigo avança lentamente no Rio Grande do Sul

Desafios climáticos afetam plantio e crescimento das lavouras

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 12:10
Semeadura de trigo avança lentamente no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a semeadura do trigo alcançou apenas 87% da área esperada para a safra 2026, devido à alta umidade do solo, conforme informações do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (9). Apesar de avançar, o plantio depende da melhoria nas condições do solo.

Impactos das condições climáticas

As condições climáticas na região têm gerado desafios significativos para os produtores. A alta umidade e a nebulosidade diminuíram a quantidade de luz solar disponível, limitando o crescimento vegetativo. Nas áreas onde o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) permite semeaduras até o final de julho, espera-se que os trabalhos continuem mais tempo.

A Emater/RS-Ascar projetou um cultivo de 814.220 hectares, com uma produtividade média estimada de 2.701 quilos por hectare.

A análise da Emater revela que as lavouras estão se desenvolvendo bem, com bons estandes e crescimento adequado, embora a umidade excessiva tenha causado encharcamento em algumas áreas, obrigando a replantios.

Desafios específicos por região

Em Bagé, o plantio está quase concluído, com 90% da área em São Borja já semeada. No entanto, municípios como Aceguá enfrentam dificuldades para iniciar a semeadura devido à umidade excessiva.

Regiões como Caxias do Sul enfrentaram interrupções no plantio, e em Ijuí foi alcançado 95% da semeadura, embora o ritmo seja reduzido em locais com umidade elevada.

Enquanto em Passo Fundo o plantio já foi concluído, em Pelotas e Santa Maria, o progresso é considerável, com estimativas de término até meados de julho. Apesar dos desafios, a Emater afirma que não há atrasos significativos nas práticas culturais.

  • 1Plantio atingiu 87% da área prevista.
  • 2Elevada umidade atrasa semeadura e manejo.
  • 3Produtores monitoram o potencial de doenças foliares.
  • 4Expectativa de replantio em áreas com drenagem deficiente.

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