Semeadura de trigo avança no RS, mas área cultivada deve cair
Condições de solo impulsionam plantio, mas incertezas impactam investimento

No Rio Grande do Sul, a semeadura de trigo apresentou um avanço significativo nas últimas semanas, beneficiada por ótimas condições do solo e a previsão de chuvas. No entanto, a área cultivada deve sofrer uma diminuição em relação à safra anterior, conforme indicado pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.
✨ A expectativa é de uma queda na área cultivada de quase 20%.
As lavouras em desenvolvimento mostram boa germinação e emergência uniforme, mas a insegurança financeira e climática levou os produtores a adotarem medidas mais conservadoras. Muitos optaram por utilizar sementes salvas e reduzir o investimento na fertilização para controlar custos.
Avanço por regiões
Na região de Bagé, o progresso da semeadura variou significativamente entre os municípios. Em Maçambará, as atividades estão quase paralisadas devido à baixa umidade do solo, com apenas 40% da área prevista semeada. Ao contrário, Itacurubi já atingiu aproximadamente 30% da sua área projetada, impulsionado pelas chuvas do final de maio.
Na região de Caxias do Sul, a semeadura começou tardiamente, especialmente nas áreas elevadas, enquanto em Frederico Westphalen, 80% da área planejada já foi semeada, com clima favorável.
Ijuí também percebeu ritmo acelerado na semeadura, beneficiada por condições de solo seco e previsão de chuvas. As áreas implantadas estão emergindo e se preparando para o crescimento.
Mudanças de cultivo
Embora a produtividade venha se mostrando satisfatória, muitos agricultores estão reconsiderando o cultivo de trigo em favor de pastagens ou outras culturas devido a incertezas econômicas e climáticas. A Emater/RS-Ascar observa que a redução da área destinada ao trigo é uma tendência crescente entre os produtores.
Na região de Passo Fundo, a semeadura avança e já cobre cerca de 70% da previsão, evidenciando desenvolvimento vegetativo favorável. Porém, Santa Maria e Santa Rosa também indicam quedas na área cultivada, refletindo a adoção de práticas menos agressivas financeiramente.
Nas propriedades onde o trigo é plantado, o desenvolvimento inicial mostra-se adequado, mas destacam-se infestações de corós, exigindo intervenções de controle por parte dos agricultores.
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