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Agronegócio
2 min de leitura

Setor agrícola critica inércia na regulamentação dos agrotóxicos

Indústria pede agilidade na aplicação da Lei dos Agrotóxicos em audiência pública

Giovani Ferreira02 de julho de 2026 às 14:15
Setor agrícola critica inércia na regulamentação dos agrotóxicos

Representantes do setor agrícola e órgãos regulatórios se reuniram nesta quarta-feira (1º) em audiência pública, criticando a demora do Poder Executivo em regulamentar a Lei dos Agrotóxicos (Lei 14.785, de 2023). A audiência, conduzida pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO), ressaltou a importância da regulamentação para a modernização e segurança jurídica na utilização de defensivos agrícolas no Brasil.

Necessidade de Agilidade

Bagattoli enfatizou que a lei visa desburocratizar o processo de registro de agrotóxicos, criticando a expectativa de que o Brasil demore cerca de sete anos para aprovar esses produtos, enquanto países desenvolvidos realizam o mesmo em apenas quatro anos. Ele argumentou que a legislação é resultado de um debate democrático e necessária para o avanço do agronegócio brasileiro.

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Precisamos que essa lei funcione; respeitamos os órgãos ambientais, mas a coordenação deve ser do Ministério da Agricultura. O Brasil precisa continuar avançando no campo

Senador Jaime Bagattoli.

A Visão do Ministério da Agricultura

O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, afirmou que a regulamentação da Lei dos Agrotóxicos é fundamental para a política nacional de saúde vegetal. Ele destacou que, sem o uso de agrotóxicos, a produção agrícola estaria comprometida e que todos os países que praticam agricultura dependem desses insumos.

A produção agrícola é um pilar central da economia brasileira.

Importância da Regulamentação

A Lei dos Agrotóxicos é vital para permitir que o Brasil mantenha e amplie sua capacidade produtiva no agronegócio, permitindo um controle eficiente e integrado do uso de defensivos e garantindo a segurança alimentar.

Ana Lígia Aranha Lenat da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também sublinhou a urgência da regulamentação, apontando que o Brasil precisa de um quadro legal que acompanhe as inovações tecnológicas, o que não ocorreu até o momento, comprometendo a segurança alimentar e energética do país.

Desafios Operacionais

A gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Cássia de Fátima Rangel Fernandes, destacou que a instituição está pressionando pela regulamentação desde o final de 2024, apontando que a falta de regulação impacta tanto a saúde pública quanto o meio ambiente. Ela advertiu sobre a necessidade de revisar produtos que estão sob análise para evitar riscos à saúde.

  • 1Demora na regulamentação impacta diretamente o agronegócio.
  • 2Coordenação entre o Ministério da Agricultura, Ibama e Anvisa é crucial.
  • 3Regulamentação da Lei dos Agrotóxicos é uma prioridade para a CNA.

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