Setor canavieiro antecipa manejo devido a ondas de calor
Preparação da planta antes da seca se torna crucial para a produtividade

O aumento na frequência de ondas de calor e estiagens prolongadas obriga o segmento canavieiro a revisar suas práticas de manejo. Esta mudança se concentra no período que precede a seca, que agora é tratado com mais seriedade para garantir a sobrevivência e a qualidade da planta durante a escassez de água.
Maria Gabriela Lanza, gerente de Produtos Foliares da ICL, alerta que aguardar os primeiros sinais de estresse hídrico pode resultar em uma significativa redução do potencial produtivo. Durante a transição entre as chuvas e a estiagem, a cana experimenta uma desaceleração em seu crescimento, dificultando a absorção de água e nutrientes, o que leva a planta a dedicar mais energia a processos de proteção.
✨ O maior erro é esperar a seca chegar para agir.
Os efeitos do estresse hídrico podem não ser visíveis imediatamente, frequentemente se manifestando apenas na hora da colheita. Nesse contexto, os manejos agrícolas devem levar em consideração não apenas as condições climáticas, mas também a fisiologia da planta e a capacidade produtiva de cada área, além do planejamento de plantio.
A produção de açúcar por hectare, que integra aspectos de produtividade e qualidade industrial, tem recebido atenção crescente. Avaliações realizadas pela ICL em 22 áreas comerciais mostraram que a tecnologia Concorde gerou um incremento médio de 13,2 toneladas de cana por hectare, com alguns locais ultrapassando 30 toneladas.
"Em um cenário climático cada vez mais desafiador, preparar a planta antes da instalação do estresse deixou de ser apenas uma prática de manejo e passou a ser uma estratégia para preservar produtividade, qualidade e rentabilidade.
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