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Agronegócio
2 min de leitura

Setor de carne bovina se anima com a Copa do Mundo de 2026

Expectativas altas para aumento no consumo de cortes premium durante o torneio

Camila Souza Ramos23 de maio de 2026 às 08:05
Setor de carne bovina se anima com a Copa do Mundo de 2026

O setor de carne bovina está otimista com a Copa do Mundo de 2026, acreditando que a reunião de familiares e amigos para assistir aos jogos deverá estimular o consumo de cortes de churrasco, especialmente os produtos de alta qualidade.

Esta edição da Copa, que se estenderá por 38 dias, marcará um aumento no número de seleções de 32 para 48, resultando em mais partidas e aumentando as oportunidades para o consumo durante o evento.

A estreia do Brasil está programada para um sábado, 13 de junho, às 19h.

Maychel Carvalho Borges, gerente do Programa Carne Angus Certificada, destaca que, anualmente, a realização da Copa impacta tanto a oferta quanto a demanda de carne, com um aumento significativo na produção e no consumo interno.

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Estamos contando com essa melhora nas compras de carne

Maychel Carvalho Borges

Borges também prevê uma preferência por cortes nobres, como picanha e maminha, durante o torneio, especialmente tendo os Estados Unidos como sede, um mercado significativo para a carne brasileira.

Embora o consumo de carne geralmente aumente durante o evento, Felipe Azambuja, do Programa Carne Certificada Hereford, ressalta que o desempenho da Seleção Brasileira impacta diretamente as vendas.

Para o setor de carne suína, a Copa representa uma oportunidade semelhante, com a 14ª Semana Nacional da Carne Suína programada para coincidir com o evento, promovendo cortes como a costelinha e linguiça.

Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, acredita que, embora a expectativa de aumento no consumo seja válida, o seu impacto será limitado devido à realidade econômica de muitos consumidores.

Contexto

Em anos de Copa, o consumo de carne exige uma observação mais atenta, com flutuações nos preços e na oferta, afetando tanto o mercado interno quanto as exportações.

Lygia Pimentel, da consultoria Agrifatto, complementa que, enquanto o evento gera uma movimentação no consumo, ela não provoca mudanças estruturais significativas.

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