Presidente do CNC destaca a importância do conhecimento científico para o setor

Silas Brasileiro, líder do Conselho Nacional do Café (CNC), alerta sobre os perigos que iniciativas recentes representam para o conhecimento científico e o patrimônio genético essencial à cafeicultura brasileira. Ele enfatiza que esses recursos são cruciais para assegurar que o Brasil continue sendo um dos principais produtores de café do mundo.
Brasileiro ressalta que qualquer ação realizada fora do contexto da produção, principalmente por órgãos do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), pode comprometer a qualidade e a quantidade da produção nacional. Ele menciona um recente entendimento entre o MAPA e o PROMECAFÉ como uma abordagem arriscada. "Não podemos arriscar o conhecimento científico acumulado ao longo de décadas, uma vez que é um ativo inegociável para nossa produção", afirma.
✨ O Brasil é o maior produtor mundial de café, e isso depende da preservação de nossos ativos científicos e genéticos.
Além disso, o CNC destaca a importância da reciprocidade nas relações internacionais, especialmente quando se considera a diferença nas legislações e nas capacidades de pesquisa entre o Brasil e outros países. Essas disparidades dificultam a igualdade de condições nas negociações, o que pode levar a prejuízos ao setor brasileiro.
A cafeicultura não é apenas vital para a economia, mas também para a sociedade. Brasileiro menciona que a atividade é responsável por gerar empregos e renda em 17 estados, contribuindo para melhores índices de desenvolvimento humano (IDH) nas regiões envolvidas. Ele destaca ainda que a preservação da cafeicultura ajuda a evitar o êxodo rural, mantendo as famílias no campo e prevenindo o crescimento desordenado das cidades.
"Preservar o conhecimento científico é fundamental para a nossa cafeicultura
✨ Cerca de 330 mil produtores estão envolvidos na cadeia da cafeicultura no Brasil, sendo a maioria pequenos agricultores.
Em conclusão, Silas Brasileiro reafirma a necessidade de diálogos e acordos bilaterais, mas enfatiza que esses devem sempre considerar e proteger os interesses da cafeicultura brasileira. À medida que o setor enfrenta novos desafios, a continuidade da produção de café no país depende da proteção desses ativos vitais.
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