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Agronegócio
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Sindiveg prevê estagnação no mercado de defensivos agrícolas em 2026

Expectativas do novo presidente Antonio Mauricio Marques

Acro Rodrigues15 de maio de 2026 às 13:55
Sindiveg prevê estagnação no mercado de defensivos agrícolas em 2026

Antonio Mauricio Marques, novo presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), declara que o mercado de defensivos agrícolas no Brasil deve permanecer estagnado ou até apresentar uma leve queda em 2026.

Durante uma coletiva em São Paulo nesta sexta-feira, o presidente destacou que a projeção reflete o momento desafiador do agronegócio nacional, que enfrenta altos níveis de endividamento entre os produtores, crédito elevado e a pressão dos custos em consequência do conflito no Oriente Médio.

Setor em baixa: estabilidade ou queda prevista no mercado de defensivos.

"Atualmente, a combinação de preços em baixa e custos elevados dificulta a situação. A guerra influenciou diretamente no aumento dos preços de algumas matérias-primas", explicou Marques.

Júlio Borges Garcia, vice-presidente do Sindiveg, complementou que os produtos à base de glifosato podem ter um aumento de preço entre 15% a 20%, enquanto outros produtos podem ter variações diferentes.

Dados do Setor em 2025

O uso de defensivos agrícolas teve um crescimento de 7,6% na área potencial tratada, totalizando mais de 2,6 bilhões de hectares. A soja corresponde a 55% da área tratada, seguida pelo milho (18%) e pelo algodão (7%).

Marques ainda apontou que o aumento nos preços do petróleo ocorrido após o início da guerra impactou diretamente o custo de produção, o que justificou o esvaziamento dos estoques da safra passada, quando muitos agricultores compraram defensivos a preços mais baixos.

Entre os objetivos da nova administração estão a supervisão da regulamentação da Lei dos Bioinsumos, envolvimento nas discussões sobre reforma tributária, rastreabilidade dos produtos e combate ao uso de produtos irregulares e contrabandeados.

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