Sindiveg prevê estagnação no mercado de defensivos agrícolas em 2026
Expectativas do novo presidente Antonio Mauricio Marques

Antonio Mauricio Marques, novo presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), declara que o mercado de defensivos agrícolas no Brasil deve permanecer estagnado ou até apresentar uma leve queda em 2026.
Durante uma coletiva em São Paulo nesta sexta-feira, o presidente destacou que a projeção reflete o momento desafiador do agronegócio nacional, que enfrenta altos níveis de endividamento entre os produtores, crédito elevado e a pressão dos custos em consequência do conflito no Oriente Médio.
✨ Setor em baixa: estabilidade ou queda prevista no mercado de defensivos.
"Atualmente, a combinação de preços em baixa e custos elevados dificulta a situação. A guerra influenciou diretamente no aumento dos preços de algumas matérias-primas", explicou Marques.
Júlio Borges Garcia, vice-presidente do Sindiveg, complementou que os produtos à base de glifosato podem ter um aumento de preço entre 15% a 20%, enquanto outros produtos podem ter variações diferentes.
Dados do Setor em 2025
O uso de defensivos agrícolas teve um crescimento de 7,6% na área potencial tratada, totalizando mais de 2,6 bilhões de hectares. A soja corresponde a 55% da área tratada, seguida pelo milho (18%) e pelo algodão (7%).
Marques ainda apontou que o aumento nos preços do petróleo ocorrido após o início da guerra impactou diretamente o custo de produção, o que justificou o esvaziamento dos estoques da safra passada, quando muitos agricultores compraram defensivos a preços mais baixos.
Entre os objetivos da nova administração estão a supervisão da regulamentação da Lei dos Bioinsumos, envolvimento nas discussões sobre reforma tributária, rastreabilidade dos produtos e combate ao uso de produtos irregulares e contrabandeados.
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