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Agronegócio
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Agricultores antecipam compras devido à guerra no Oriente Médio

Falta de segurança no mercado provoca aceleração nas negociações de insumos

Camila Souza Ramos08 de abril de 2026 às 16:15
Agricultores antecipam compras devido à guerra no Oriente Médio

Produtores agrícolas estão acelerando a compra de defensivos e sementes para a safra 2026/2027, motivados pela instabilidade gerada pela guerra no Oriente Médio. Este movimento é uma resposta à preocupação com o aumento dos custos e ao desejo de garantir insumos antes que os preços subam ainda mais.

Cenário otimista apesar das incertezas

A cooperativa Comigo, em um comunicado recente, revelou que as vendas durante a Tecnoshow, feira agrícola em Rio Verde (GO), já superaram os números da edição anterior. Representantes de grandes empresas de agroquímicos, como Corteva, BASF e Ihara, confirmaram a continuidade das negociações como uma reação ao atual cenário de incerteza.

O petróleo, além de ser um combustível importante para a logística, é essencial na produção de boa parte dos defensivos agrícolas.

Valdumiro Garcia, gerente de marketing da Ihara, destacou que a dependência do petróleo do Irã impacta a oferta de matérias-primas para a indústria química. Ele mencionou um boletim recente que notificou clientes sobre aumentos de 5% a 10% nos custos desses insumos, o que já está afetando o Brasil.

William Weber, da Corteva, também notou um aumento nas compras antecipadas por parte dos agricultores. Ele enfatizou que o petróleo é um componente não apenas nas embalagens, mas nos produtos químicos usados na agricultura, apontando que os produtores estão agindo para reduzir riscos financeiros futuros.

Destaques do mercado de insumos

Cerca de 70% das vendas de insumos ocorrem através de distribuidores e cooperativas, enquanto 30% são diretamente entre agricultores e indústrias.

A maioria dos agricultores que opta pela compra direta está prevendo a crescente demanda para produtos de qualidade, uma vez que a instabilidade pode pressionar ainda mais suas margens de lucro. Delcides Netto, da BASF, resumiu essa tendência ao afirmar que os insumos de alta performance se tornarão indispensáveis para a produtividade agrícola em tempos de crise.

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