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Agronegócio
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Sisteminha ajuda famílias quilombolas no Maranhão a vencer a insegurança alimentar

Tecnologia social da Embrapa promove produção sustentável e autonomia

Tiago Abech18 de maio de 2026 às 18:40
Sisteminha ajuda famílias quilombolas no Maranhão a vencer a insegurança alimentar

Em Pedrinhas, no Maranhão, comunidades quilombolas implementam o Sisteminha, uma inovação social criada pela Embrapa que une a produção de peixes, hortaliças e aves em um espaço reduzido, aumentando a segurança alimentar e a renda local.

O intuito principal é promover a autonomia alimentar e mitigar a insegurança em áreas sociais vulneráveis, possibilitando que as famílias cultivem alimentos como ovos, hortaliças, macaxeira, milho, melancia e peixe.

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A principal finalidade do sisteminha é garantir a segurança alimentar e retirar famílias da insegurança alimentar

Elinaldo Lima Costa, supervisor de projetos rurais.

Com um modelo que combina piscicultura, avicultura e cultivo de vegetais, o proyekto se destaca por ser de baixo custo e adaptável a diferentes realidades, tanto rurais quanto urbanas.

As famílias não só produzem para o consumo, mas também vendem o que sobra, o que colabora para a economia local.

Essa iniciativa faz parte do programa Conexão Família, que envolve a Estação Conhecimento e é apoiada por projetos sociais da Vale, visando o combate à pobreza em múltiplas dimensões, considerando renda, saúde, educação e nutrição.

Monise Rafaela Viveiros Gomes, supervisora de projetos sociais, ressalta que a implementação do Sisteminha impacta diretamente a renda e a nutrição das famílias envolvidas.

Educação e gestão financeira

Além da produção alimentar, o projeto inclui oficinas sobre educação financeira e nutricional, focadas em otimizar o uso dos produtos cultivados e na administração da renda gerada.

Monise enfatiza que a proposta vai além da mera produção, buscando também capacitar as famílias e promover uma autossuficiência sustentável.

Nas comunidades, os moradores relatam melhorias significativas em suas vidas, como a capacidade de vender excedentes de peixes e ovos.

A experiência educacional

O Sisteminha também é incorporado em instituições de ensino técnico, como a Casa Familiar Rural (CFR), onde os alunos aprendem na prática sobre piscicultura, agricultura e reaproveitamento de recursos.

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Isso transforma a escola em um ambiente de aprendizado prático, conectando teoria e prática na agricultura familiar

Maria Hilza Oliveira da Silva, diretora da CFR Vale do Itapecuru.

Essa abordagem não apenas ensina os jovens sobre técnicas agrícolas, mas também os prepara para desafios do mercado de trabalho.

O Brasil não é o único país a se beneficiar do Sisteminha; esta solução comunitária já se espalhou por nações africanas, combatendo a insegurança alimentar globalmente.

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