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Agronegócio
2 min de leitura

SLC Agrícola e Grupo Bom Futuro dividem bloco de terras em acordo

Transação totaliza R$ 1,85 bilhão e altera a posse de 8,9 mil hectares.

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 10:35
SLC Agrícola e Grupo Bom Futuro dividem bloco de terras em acordo

A disputa entre as empresas SLC Agrícola e Grupo Bom Futuro pelo direito de preferência na aquisição de fazendas do Bloco Mato Grosso, pertencente à Radar da Cosan, culminou em um acordo que redefine a divisão das propriedades rurais.

Anunciado nesta quinta-feira, o acordo mantém o montante total da transação em R$ 1,85 bilhão, com a SLC se comprometendo a comprar 8,9 mil hectares de terras cultiváveis por R$ 669 milhões.

O valor total da negociação continua em R$ 1,85 bilhão.

De acordo com o fato relevante publicado pela Cosan, a conclusão da transação está sujeita a condições precedentes comuns e deve ser finalizada até 30 de outubro de 2026.

Detalhes da transação

A SLC Agrícola esclareceu que sua compra envolve 8,9 mil hectares cultiváveis, após negociações com outros arrendatários que também exerceram o direito de preferência sobre o bloco de terras.

O Bloco Mato Grosso compreende 41,2 mil hectares físicos, sendo que cerca de 28 mil hectares são aptos para agricultura. Inicialmente, a SLC pretendia adquirir todo o portfólio.

  • 1SLC investirá R$ 669 milhões na compra.
  • 2R$ 255,2 milhões serão pagos na assinatura do contrato.
  • 3Os R$ 413,9 milhões restantes são devidos até outubro de 2026.

A SLC já cultivava soja, milho e algodão nessas terras por meio de arrendamentos, e agora se tornará proprietária de 8,9 mil hectares. Os 8,7 mil hectares restantes continuarão sob arrendamento.

Além disso, alguns contratos de arrendamento se estenderão até as safras de 2026/27 e 2029/30, com 2,5 mil hectares recontratados por 15 anos com a nova proprietária, a Santa Maria Holding.

Ambas as empresas, Cosan e SLC Agrícola, afirmaram que a finalização do negócio dependerá do cumprimento de todas as condições contratuais, incluindo a aprovação do Cade, se necessário.

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